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Surto de hantavírus em navio mata três; especialistas minimizam risco global

Um surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que resultou na morte de três passageiros e na evacuação de outros quatro, gerou um alerta global e um intenso rastreamento de contatos em diversos países. O incidente, que veio à tona em 6 de maio de 2026, com o navio ancorado em […]


Um surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que resultou na morte de três passageiros e na evacuação de outros quatro, gerou um alerta global e um intenso rastreamento de contatos em diversos países. O incidente, que veio à tona em 6 de maio de 2026, com o navio ancorado em Cabo Verde após partir da Argentina, levanta a questão da preocupação com a propagação do vírus. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras autoridades de saúde reforçam que o risco para a população em geral é baixo, afastando comparações com pandemias como a de COVID-19.

O que é o hantavírus e como se propaga?

A cepa andina do hantavírus, responsável pelo surto, é transmitida primariamente por roedores, através da inalação de partículas virais presentes em suas fezes, urina ou saliva. Embora a transmissão entre humanos seja possível em situações de contato muito próximo e prolongado – como as condições de habitação restritas em um navio de cruzeiro –, a OMS destaca que o vírus se propaga de forma “muito, muito diferente” de doenças altamente contagiosas. Especialistas acreditam que as infecções a bordo podem ter ocorrido por contato próximo entre passageiros, mas o risco de infecções globais é considerado reduzido.

Em um “esforço hercúleo”, autoridades de saúde estão monitorando centenas de pessoas que podem ter sido expostas ao vírus, incluindo passageiros que já viajaram para suas casas em países como Reino Unido, África do Sul, Holanda e Estados Unidos. Passageiros britânicos que retornaram do navio estão sendo orientados a se isolar por 45 dias. Os sintomas do hantavírus tipicamente surgem entre duas e quatro semanas após a exposição, podendo incluir febre, cansaço, dores musculares e dificuldades respiratórias. Não há tratamento específico, mas a assistência médica hospitalar é crucial para a sobrevivência.

A cepa andina do hantavírus é endêmica no Chile e na Argentina, onde o rato-de-cauda-longa (Oligoryzomys longicaudatus) é o principal portador. O Chile, por exemplo, registrou 39 casos e 13 mortes até maio de 2026, com uma taxa de mortalidade de 33%. Apesar da gravidade para os indivíduos infectados, autoridades como a UKHSA e a OMS reiteram que o risco para a população em geral que não teve contato direto com o navio é “insignificante”. O MV Hondius segue para as Ilhas Canárias, com planos de evacuação aérea dos passageiros restantes, após uma profunda limpeza e isolamento a bordo.