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Setembro Amarelo em Erechim mobiliza ações de saúde mental em empresas e comunidades

Durante este mês, a campanha do Setembro Amarelo em Erechim mobiliza profissionais da Secretaria Municipal de Saúde em uma série de ações descentralizadas de conscientização. As atividades, promovidas pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) e pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), visam ampliar o diálogo sobre saúde mental e prevenção do suicídio diretamente nos […]


Durante este mês, a campanha do Setembro Amarelo em Erechim mobiliza profissionais da Secretaria Municipal de Saúde em uma série de ações descentralizadas de conscientização. As atividades, promovidas pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) e pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), visam ampliar o diálogo sobre saúde mental e prevenção do suicídio diretamente nos locais de trabalho e nas comunidades locais.

O Centro de Atenção Psicossocial Renascer (CAPS II) tem focado seus esforços na realização de palestras e dinâmicas educativas em empresas do município. O objetivo principal é aproximar a temática da rotina dos trabalhadores, oferecendo um espaço seguro para o acolhimento e a troca de informações sobre o sofrimento emocional.

Uma das principais intervenções foi conduzida pela psicóloga Rochele Delatorre e pela assistente social Cláudia Paiva. Durante o encontro com colaboradores de uma empresa local, as profissionais debateram como identificar sinais de alerta em colegas de trabalho e familiares, além de orientar sobre onde buscar ajuda especializada na rede pública.

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O secretário de Saúde de Erechim, Vianei Mueller, reforçou a importância de expandir esses canais de comunicação. Segundo o gestor, falar abertamente sobre o tema é uma ferramenta indispensável de prevenção. Ele ressalta que a Rede Municipal de Saúde está estruturada e capacitada para acolher, orientar e acompanhar qualquer cidadão que esteja passando por dificuldades emocionais.

Atuação direta nos territórios e bairros

Paralelamente, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão intensificando o trabalho preventivo diretamente nos bairros. Na UBS São Vicente de Paulo, por exemplo, as equipes de saúde mental decidiram levar a campanha para além das paredes do posto de atendimento, promovendo ações ativas de panfletagem e conversas nas ruas da comunidade.

Psicólogas e agentes comunitários percorreram vias públicas e visitaram residências para dialogar diretamente com os moradores. A iniciativa buscou desmistificar o tratamento psicológico e apresentar os serviços disponíveis no território, facilitando o acesso da população que muitas vezes enfrenta barreiras para buscar apoio espontâneo.

Orientações fundamentais para o cuidado com a saúde mental

Durante as atividades educativas em Erechim, as equipes de saúde destacaram algumas atitudes fundamentais para o fortalecimento da rede de apoio comunitário:

  • Acolhimento sem julgamentos: Ouvir atentamente a pessoa em sofrimento, demonstrando empatia e respeito pela sua dor.
  • Reconhecimento de sinais: Observar mudanças bruscas de comportamento, isolamento social e expressões frequentes de desesperança.
  • Busca por ajuda profissional: Encaminhar ou acompanhar a pessoa até a UBS mais próxima ou aos serviços especializados como o CAPS.

Essa estratégia de atuação descentralizada, que une a atenção especializada do CAPS II ao trabalho comunitário das UBS, fortalece o vínculo entre o poder público e a população. Ao ocupar espaços diversos, a campanha consolida uma rede de proteção social mais ativa e preparada para intervir precocemente.