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Sem quadro, professora escreve em azulejo para dar aula em escola de Nova Trento

Uma cena considerada absurda foi flagrada por vereadores de oposição em uma escola pública do distrito de Aguti, em Nova Trento, no Vale do Rio Tijucas: sem quadro escolar disponível, uma professora estaria utilizando os azulejos da parede para escrever os exercícios e tentar dar aula às crianças. Clique e receba notícias do Jornal Razão […]


Uma cena considerada absurda foi flagrada por vereadores de oposição em uma escola pública do distrito de Aguti, em Nova Trento, no Vale do Rio Tijucas: sem quadro escolar disponível, uma professora estaria utilizando os azulejos da parede para escrever os exercícios e tentar dar aula às crianças.


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A denúncia foi feita pelos vereadores Neide Motta e Jair Ceccato, ambos do MDB, que visitaram a unidade após receberem reclamações de pais revoltados com a estrutura oferecida aos filhos. Segundo os parlamentares, a situação é símbolo da falta de estrutura enfrentada pela comunidade escolar.

Aulas em vestiário improvisado

Conforme os vereadores, estudantes estariam tendo aulas dentro de um vestiário improvisado, anexo à quadra esportiva da unidade. Durante a fiscalização, os parlamentares encontraram a professora utilizando os azulejos da parede como quadro escolar, cena considerada por eles alarmante e símbolo das condições precárias da escola.

“Como uma sala de aula não tem um quadro?”, questionou a vereadora Neide Motta durante a visita.

Período integral sem preparação

A escola passou recentemente a operar em período integral. Conforme os parlamentares, no entanto, a mudança ocorreu sem a devida preparação física da unidade. Pais relatam preocupação com a umidade do local improvisado e afirmam que os filhos estão estudando em um ambiente inadequado.

Os parlamentares também afirmaram que os professores estão sendo obrigados a improvisar para conseguir manter as aulas funcionando. “Os professores usam a parede como quadro escolar”, relataram os vereadores.

Pressão sobre a Prefeitura

A denúncia aumenta a pressão sobre a administração municipal, do prefeito Max de Oliveira (PL), para que explique as condições oferecidas aos estudantes e apresente soluções imediatas para o problema.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Nova Trento e a Secretaria Municipal de Educação não haviam se manifestado sobre as denúncias até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para posicionamento.



Fonte: Jornal Razão

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