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‘Romperam o lacre de interdição e voltaram a produzir’: fábrica clandestina de sorvetes é fechada novamente em SC

Uma fábrica clandestina de sorvetes e picolés que funcionava em condições insalubres no bairro Santo Antônio, em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, foi interditada pela segunda vez após os responsáveis romperem o lacre oficial e retomarem a produção. A operação conjunta envolveu a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária Municipal. Clique e receba notícias […]


Uma fábrica clandestina de sorvetes e picolés que funcionava em condições insalubres no bairro Santo Antônio, em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, foi interditada pela segunda vez após os responsáveis romperem o lacre oficial e retomarem a produção. A operação conjunta envolveu a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária Municipal.




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O caso teve início após denúncia encaminhada ao Ministério Público e se agravou com o descumprimento das sanções administrativas aplicadas na primeira interdição.

Na primeira vistoria, os agentes encontraram um cenário preocupante. A produção funcionava nos fundos de uma residência, sem qualquer registro ou protocolo de segurança alimentar. No local, foram encontrados equipamentos totalmente sujos e produtos vencidos há mais de dois anos.

Os produtos prontos para venda não possuíam rótulos, datas de validade ou comprovação de procedência. Diante do risco à saúde pública, a Vigilância Sanitária realizou o descarte imediato dos insumos vencidos e lacrou o estabelecimento no dia 31 de março.

Segunda interdição: lacre rompido e produção retomada

Apesar do fechamento oficial, novas denúncias levaram a fiscalização de volta ao endereço na tarde desta quinta-feira (2). Ao chegarem ao local, policiais civis e fiscais da Vigilância Sanitária constataram que os investigados haviam rompido o lacre e retirado as placas de interdição.

A equipe policial confirmou a atividade produtiva ainda da via pública, ao visualizar uma das máquinas em funcionamento. Na inspeção, o selo de interdição rompido foi localizado descartado em uma lixeira.

Embora os responsáveis não estivessem presentes no momento da nova vistoria, a materialidade do crime foi comprovada pela localização de cinco baldes de sorvete com temperatura e textura de fabricação recente, além de estoque de matéria-prima recém-adquirida.

Providências

A Vigilância Sanitária reinstituiu a interdição, realizando o lacre individualizado das máquinas e da porta de acesso. Os baldes de sorvete produzidos ilegalmente foram apreendidos e encaminhados para inutilização por representarem risco à saúde pública.

Um inquérito policial foi instaurado para apuração dos fatos. A Polícia Civil segue investigando o caso.



Fonte: Jornal Razão

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