O Rio Grande do Sul confirmou, nesta terça-feira (19), a segunda morte por dengue em 2026. A vítima é um homem de 90 anos, com comorbidades preexistentes, que residia em Guaporé, na região da Serra. A informação foi divulgada pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), vinculado à Secretaria da Saúde (SES).
O óbito ocorreu em 7 de abril, mas a confirmação da causa da morte pela dengue só foi concluída recentemente. O município de Guaporé tem apresentado uma incidência elevada da doença, com 534,4 casos prováveis por 100 mil habitantes, segundo dados da pasta.
Redução significativa de casos em 2026
Apesar da nova fatalidade, o estado gaúcho observa uma queda expressiva no número de casos de dengue em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em 2026, foram confirmados 1.493 casos da doença até o momento. Em contraste, em 2025, o estado registrou mais de 52 mil casos confirmados e 53 óbitos.
Do total de casos registrados neste ano, 1.237 são considerados autóctones, o que significa que a infecção ocorreu dentro do território estadual. A SES reforça a importância da busca imediata por atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas da doença, a fim de evitar o agravamento do quadro clínico.
Primeira morte e perfil das vítimas
A primeira morte por dengue em 2026 foi confirmada em 17 de abril, tendo ocorrido em 15 de abril. A vítima, uma pessoa de 83 anos com comorbidades, residia em Jacutinga, na região Norte do Estado.
Sintomas e prevenção da dengue
Especialistas alertam para os principais sintomas da dengue, que incluem:
- Febre alta, com duração de dois a sete dias;
- Dor atrás dos olhos;
- Dor de cabeça e no corpo;
- Dor nas articulações;
- Mal-estar geral, náusea, vômito ou diarreia;
- Manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.
A principal medida de prevenção contra a dengue é a eliminação de focos de água parada, impedindo a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A SES recomenda a limpeza regular de pátios e a verificação de locais que possam acumular água. O uso de repelentes e a vacinação para o público-alvo (crianças e adolescentes de 10 a 14 anos) também são estratégias importantes para o controle da doença.
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