A Prefeitura de Muçum anunciou oficialmente, em 30 de julho de 2026, a proibição definitiva da reconstrução de residências e estabelecimentos comerciais nas zonas de alto risco devastadas pelas cheias do Rio Taquari. A iniciativa integra o plano de reordenamento urbano do município para prevenir novas tragédias decorrentes de eventos climáticos extremos no Vale do Taquari, estabelecendo novos parâmetros para a habitação e o comércio local.
Durante a histórica enchente de maio de 2024, o Rio Taquari subiu aproximadamente 26 metros, cobrindo cerca de 80% da zona urbana da cidade gaúcha. O desastre natural resultou na destruição completa de vias de acesso, danos severos ao cemitério municipal e na condenação definitiva de cerca de 350 edificações, deixando centenas de famílias desalojadas e exigindo uma resposta enérgica do poder público municipal.
Com a restrição impuesta a novas obras no perímetro de inundação, a área afetada — equivalente a cerca de 200 mil metros quadrados — passará por uma profunda transformação urbanística e ambiental. O local será convertido em um parque ecológico com solo permeável, projetado para absorver o impacto de futuras cheias e devolver a bacia hidrográfica às condições naturais de escoamento e preservação.
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Especialistas do setor apontam que medidas de desocupação de margens de rios e encostas são fundamentais para a adaptação urbana às mudanças climáticas globais. A gestão municipal informou que o plano de ação abrange frentes fundamentais para garantir o suporte adequado à população atingida e a reestruturação da economia local:
- Reassentamento seguro das famílias cujos imóveis foram condenados para locais livres de inundações;
- Concessão de incentivos especiais para a mudança de endereço de comércios e empresas atingidos;
- Implantação de infraestrutura verde com solo permeável na área do antigo perímetro urbano;
- Monitoramento contínuo das zonas de risco por equipes técnicas da prefeitura.
A ação é considerada pioneira na região e vem sendo avaliada detalhadamente como referência por outros municípios vizinhos que também enfrentam vulnerabilidades semelhantes frente aos temporais e cheias recorrentes na bacia hidrográfica. A expectativa da administração local é concluir o processo de reassentamento e iniciar as obras do parque ecológico nos próximos meses, marcando um novo capítulo na história urbana de Muçum.
FONTE/CRÉDITOS: Terra
Fonte: Quentuchas

