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“Perigo, espécie agressiva”: jovem vai conferir local perigoso em Florianópolis e encontra as “queridinhas” do país

Um jovem morador de Florianópolis foi até a Rua Lomba do Sabão, no bairro Campeche, conferir de perto a placa oficial que alerta sobre a presença de jacaré-do-papo-amarelo na área. O que ele encontrou, no entanto, foram capivaras — uma família inteira descansando na grama às margens do local, completamente indiferente à câmera e ao […]


Um jovem morador de Florianópolis foi até a Rua Lomba do Sabão, no bairro Campeche, conferir de perto a placa oficial que alerta sobre a presença de jacaré-do-papo-amarelo na área. O que ele encontrou, no entanto, foram capivaras — uma família inteira descansando na grama às margens do local, completamente indiferente à câmera e ao visitante.


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As imagens enviadas ao Jornal Razão mostram ao menos três capivaras em posição tranquila, sem esboçar nenhuma reação à aproximação do jovem. Em um dos vídeos, um filhote aparece junto ao grupo. A cena carrega a ironia que o próprio local oferece: onde o aviso prometia réptil, havia roedor.

A placa e o animal que não apareceu

A placa fixada no local é de alerta oficial e traz os dizeres “Perigo — Área de ocorrência da espécie Jacaré-do-papo-amarelo”. O texto adverte que o animal é agressivo e pede que as pessoas não se aproximem caso ele seja avistado. No dia da visita, o jacaré não estava. As capivaras, sim.

O jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris) é uma espécie nativa com presença registrada em diferentes pontos da Ilha de Santa Catarina. O animal é comum em rios, manguezais, banhados, lagoas e restingas de Florianópolis, com relatos históricos de ocorrência em locais como a Lagoa do Peri, a Estação Ecológica de Carijós e arredores da Beira-Mar Norte. A espécie prefere ambientes aquáticos com vegetação e águas calmas — perfil que se encaixa nas lagoas e banhados do sul da ilha, incluindo o entorno do Campeche.

As capivaras e o risco sanitário

Já as capivaras têm se tornado cada vez mais frequentes na Grande Florianópolis. A superpopulação do animal na região é uma questão de saúde pública: o roedor é considerado vetor do carrapato-estrela, principal transmissor da febre maculosa. Apesar do risco sanitário associado à proliferação da espécie, o comportamento observado no Campeche foi o oposto da ameaça — os animais ficaram parados, calmos, posando para o registro como se a presença humana fosse rotina.

O jovem registrou o momento em vídeo e encaminhou as imagens ao Jornal Razão. Não há informação oficial sobre a identificação dos animais filmados nem sobre a situação atual do jacaré na área. A placa de alerta segue afixada no local.



Fonte: Jornal Razão

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