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OPINIÃO: o adeus ao MDB | Candidatos não faltam, votos… veremos.

Senhoras e senhores, mesmo de férias do programa Rádio Café da 101 FM, não poderia deixar de escrever-lhes sobre os últimos fatos que movimentaram a campina da cascavel nesta semana. A saída de Biasus do histórico MDB e a oficialização de Ivan Marques e Ana Cecília Sirino, ambos com  alinhamento ideológico à direita, agora como […]




Senhoras e senhores, mesmo de férias do programa Rádio Café da 101 FM, não poderia deixar de escrever-lhes sobre os últimos fatos que movimentaram a campina da cascavel nesta semana. A saída de Biasus do histórico MDB e a oficialização de Ivan Marques e Ana Cecília Sirino, ambos com  alinhamento ideológico à direita, agora como candidatos à deputado federal pela esquerda catarinense. Boa leitura! 
Adeus ao MDB. Olá ao futuro?
Há despedidas que acontecem sem muito barulho. Outras fazem questão de deixar um recado. A “carta” do vice-prefeito Adenilso Biasus anunciando sua saída do MDB, após mais de três décadas de filiação, pertence ao segundo grupo.
Carregada de emoção, gratidão e simbolismo, a nota encerra um ciclo de mais de 30 anos em um partido que ajudou a construir sua trajetória política. Mas, em política, dificilmente uma despedida acontece apenas por nostalgia.
Biasus está como vice-prefeito nos dois mandatos de Oscar Martarello e, com o atual prefeito impedido de disputar uma nova eleição, torna-se o nome mais natural para liderar o grupo governista na sucessão municipal. Sua saída do MDB parece muito mais um movimento estratégico do que um gesto meramente sentimental.
No cenário estadual, a decisão também ganha outro significado. Enquanto o MDB catarinense caminha ao lado de João Rodrigues, o grupo político de Xanxerê mantém forte alinhamento com o governador Jorginho Mello. A leitura é quase inevitável: Biasus sinaliza que prefere permanecer no mesmo trilho do governo estadual.
Mas a política tem uma regra que nunca muda: uma coisa é querer entrar, outra é ser convidado.
E aí mora uma dúvida. O PL de Xanxerê está disposto a abraçar o projeto de Adenilso Biasus para 2028?
A resposta ainda não apareceu de forma clara. Mas uma coisa é certa: a carta de despedida do MDB foi apenas o primeiro capítulo. Os próximos prometem ser bem mais interessantes.
Entretanto, é necessário ressaltar: Biasus como homem da vida pública experiente, sabe o que está fazendo e já mostrou que tem competência para voos mais altos. 
Candidatos não faltam. Votos… veremos.
Se houve um tempo em que Xanxerê lamentava a falta de candidatos com viabilidade regional, agora o cenário parece outro. O município resolveu atacar o problema pelo excesso.
As convenções partidárias já confirmaram Ivan Marques (PDT) e Ana Cecília Sirino (PSB) como candidatos a deputado federal. A maior surpresa, sem dúvida, atende pelo nome do colega de rádio: Ivan Marques.
Depois de disputar eleições sempre ao lado de partidos alinhados à direita, Ivan agora segue o caminho do seu amigo Gelson Merisio, que há tempos escolheu um novo campo político. Na política, alguns chamam isso de amadurecimento. Outros preferem dizer que certas convicções são mais flexíveis em ano eleitoral.
A lista deve aumentar. Celso Mattiolo deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PP. Gilson Ciconet deve representar o Novo. Lucas Mello também se apresenta como pré-candidato a deputado estadual.
É positivo ver Xanxerê produzindo lideranças. O problema é que a urna continua obedecendo à matemática, não ao entusiasmo.
Quanto mais candidatos da mesma cidade, maior a disputa pelos mesmos votos. E, historicamente, é justamente essa pulverização que acaba deixando Xanxerê sem representação. Todo mundo sai para pescar no mesmo açude e, no fim, falta peixe para todos.
Enquanto isso, Carol De Toni, recém-homenageada com o título de Cidadã Xanxerense, consolida sua pré-candidatura ao Senado e aparece bem posicionada nas primeiras pesquisas. Se confirmar esse desempenho, poderá contar com forte votação na região.
A pergunta que fica é simples: depois de tantas candidaturas, Xanxerê finalmente voltará a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados? Ou repetiremos o velho roteiro, em que sobram candidatos, faltam votos e, na segunda-feira após a eleição, cada partido encontra um culpado diferente? 
Porque, em política, quase ninguém perde por falta de explicação. O difícil mesmo é faltar voto. 
Enquanto eu sigo por aqui de folga dos microfones… Quem parece mesmo não querer tirar férias é a política… Até semana que vem! 
Aqui Guilherme Rosa. 
Você tem uma voz! 
Guilherme Rosa é apresentador e editor chefe do programa Rádio Café da 101.3 FM de Xanxerê, gerente de mídias na Rede Princesa. 
Apaixonado pelos bastidores da política, aborda de forma objetiva os acontecimentos do que move a Campina da Cascavel. 
Os comentários desta página não representam necessariamente a opinião do grupo Rede Princesa de Comunicação. 




Fonte: Rede Princesa

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