
Senhoras e senhores, fim de férias, mas com muita movimentação. A política é feita de decisões. Mas, de vez em quando, ela também é feita de símbolos.
Neste sábado, Calebe assume interinamente a Prefeitura de Xanxerê por doze dias. Não é tempo suficiente para inaugurar grandes obras, mudar os rumos da cidade ou reinventar a administração pública. Mas é tempo suficiente para contar uma história.
A história do menino do bairro Aparecida que conquistou seu primeiro registro profissional ainda jovem, na antiga Olaria. Que empreendeu, entrou na política, tornou-se o terceiro vereador mais votado da última eleição e, poucos meses depois, foi eleito presidente da Câmara.
Agora recebe, das mãos de Oscar Martarello e Adenilso Biasus, a responsabilidade de conduzir, ainda que temporariamente, um dos municípios que mais cresce em Santa Catarina.Há quem diga que doze dias não significam nada. Discordo. Na política, cargos passam. Os gestos ficam. E este gesto fala mais sobre confiança do que sobre calendário.
O esporte favorito do brasileiro.
Apareceram novos nomes de Xanxerê disputando vagas em Brasília e na Assembleia. E, como sempre acontece, as redes sociais foram tomadas pelos especialistas. Especialistas em política. Especialistas em administração pública. Especialistas em economia. Especialistas em absolutamente tudo. A única especialidade que continua em falta é a participação. Porque reclamar virou esporte nacional. Participar ainda não. É curioso como muita gente exige coragem dos candidatos, mas nunca teve coragem sequer de participar de uma reunião da associação do próprio bairro.
Começou a temporada…
Dia 16 de agosto começa oficialmente a campanha eleitoral. Traduzindo: preparem os grupos de WhatsApp. Nos próximos meses você descobrirá que um vídeo de oito segundos vale mais que um plano de governo de oitenta páginas. Que um print sem origem vale mais que um documento oficial. E que uma mentira bem editada viaja muito mais rápido do que uma verdade mal produzida. Antes de compartilhar qualquer coisa, faça um exercício revolucionário. Desconfie. Hoje, quem acredita em tudo virou cabo eleitoral involuntário da mentira.
Enquanto isso…
Nas ruas, a frase mais repetida continua sendo a mesma.
“Nem direita. Nem esquerda.” Não sei se isso representa maturidade política. Mas certamente revela cansaço. O eleitor já decorou os discursos. Agora ele quer resultados. E, convenhamos…
Promessa de campanha já teve mais credibilidade do que previsão do tempo.
Até o próximo café…
Lembre-se muitas vezes o que acontece longe dos holofotes explica muito mais do que aquilo que aparece nas fotos.
E, como sempre, tem café passando…
Fonte: Rede Princesa