A Comunidade Bethânia, presente em São João Batista, acolhe homens, mulheres e casais em situação de vulnerabilidade de forma gratuita. Conforme o padre Lúcio Tardivo, a entidade é especialista em acolhimento e não funciona como clínica de recuperação de dependentes químicos.
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O carisma da comunidade parte do princípio de “acolher cada um como o próprio Cristo”. Segundo a entidade, o trabalho não tem como foco a recuperação, mas o acolhimento, entendido como hospedar, abrigar, amparar e dar atenção a quem chega.

Padre Lúcio Tardivo lembrou a frase deixada pelo padre Léo, referência da comunidade: “a recuperação que almejamos é fruto do acolhimento que praticamos”. Para o sacerdote, é essa a essência do trabalho desenvolvido pela Bethânia.
As atividades da comunidade começaram em 1995, voltadas inicialmente para o acolhimento de jovens marginalizados e usuários de drogas. Em São João Batista, o atendimento é destinado a homens, mulheres e casais.

O diácono Ideraldo Paloschi destacou que a entidade é totalmente gratuita e depende boa parte de doações de alimentos, dinheiro e roupas para se manter.
Acolhidos relataram a importância da comunidade em suas trajetórias. “Eu vivi 20 anos nas ruas e 17 nas drogas, hoje a Comunidade Bethânia me abriu os olhos, me sinto acolhido”, disse um deles. Um casal que também foi usuário de drogas afirmou já ter passado por internações anteriormente, mas que nunca havia estado em um local como esse.
Quem quiser ajudar a Comunidade Bethânia em São João Batista pode contribuir com doações de alimentos, roupas e valores em dinheiro através do site doacoesbethania.com.br.
Fonte: Jornal Razão