PUBLICIDADE

Menina de 7 anos cuida da mãe acamada e sonha ser médica para curar o AVC dela em SC

Em Chapadão do Lajeado, no Alto Vale do Itajaí, a vida de uma família mudou de um dia para o outro em 2022, quando Luana Alflen sofreu um AVC isquêmico que atingiu a parte central do cérebro. Ela sobreviveu, mas perdeu a fala e os movimentos. Quem cuida da mãe, hoje, é Laura Helena Alflen, […]


Em Chapadão do Lajeado, no Alto Vale do Itajaí, a vida de uma família mudou de um dia para o outro em 2022, quando Luana Alflen sofreu um AVC isquêmico que atingiu a parte central do cérebro. Ela sobreviveu, mas perdeu a fala e os movimentos. Quem cuida da mãe, hoje, é Laura Helena Alflen, de 7 anos.


Clique e receba notícias do Jornal Razão em seu WhatsApp: Entrar no grupo

Em um vídeo divulgado neste domingo de Dia das Mães pelo deputado federal Pezenti (MDB-SC), a menina narra o próprio cotidiano com a mãe acamada, conta o que mais sente falta e revela o sonho de se tornar médica para cuidar dela.

ASSISTA AO VÍDEO

A filha que virou mãe

“Meu nome é Laura Helena Alflen, eu tenho 7 anos e moro em Rio Lajeado, Chapadão do Lajeado. Mora eu, a avó, que é a Luciane, o Jove, meu pai, e a Luana, minha mãe”, apresenta a menina no vídeo. A casa é dividida entre a criança, o pai, a avó e a mãe que depende de cuidados em tempo integral.

Laura conta que a mãe teve um AVC isquêmico que pegou na parte central da cabeça. Desde então, é ela quem ajuda a cuidar de Luana enquanto a avó precisa sair. “Às vezes, quando a vó vai passear ou plantar alguma coisa, eu fico aqui com ela. Fico fazendo vídeo, posso ficar até cuidando dela, brincando”, relata.

A menina chama a mãe de “lindona” e “gatona” e descreve o jeito de lidar com os momentos em que Luana se emociona. “Quando ela tá chorando, eu digo: é que a mãe tá emocionada pela minha beleza. E agora é a tua vez, me dá um beijo. Que gostoso”, diz.

Saudade do colo

No depoimento, Laura também fala sobre o que mais sente falta da mãe antes do AVC. “Minha saudade é que ela me pegava no colo, me dava um beijo, um abraço bem gostoso. Hoje, eu que dou beijo, abraço bem gostoso nela. Se não existia ela, não existia eu”, afirma a menina.

Meu maior sonho é ela ficar boa, fazer comida pra mim e pro pai, e eu ajudar ela a fazer comida.

Laura diz acreditar que um dia a mãe vai voltar a falar. “Acho que, quando eu tivesse dormindo, ela ia falar: ô Laura, vai pra escola. Eu ia acordar, sair correndo e pulando, e dizer: é, mamãe ficou boa”, imagina.

O sonho de ser médica

Mais do que torcer pela recuperação, Laura já planeja o futuro em função da mãe. “Vou pra escola pra, quando eu crescer, ser médica. Vou estudar bem, bem, pra cuidar de você, mamãe”, diz no vídeo.

É dela também a frase que dá tom à homenagem compartilhada pelo deputado: “Pode demorar um pouco, mas ela vai ficar boa. Sempre tem que ser no tempo de Deus”. Ao publicar o vídeo, Pezenti definiu como “uma lição da Laurinha a cada um de nós” no Dia das Mães.

Como ajudar

A família vive com um salário mínimo desde que o marido de Luana precisou parar de trabalhar para cuidar dela em tempo integral. O tratamento, que envolve fisioterapia, fonoaudiologia e cuidados diários, custa cerca de R$ 7 mil por mês.

As doações podem ser feitas pela chave Pix (47) 99739-6385, em nome de Luciane Paul Kerschbaum, sogra de Luana. A família também mantém o perfil @laura_e_luana22 no Instagram, administrado pela irmã de Luana, com atualizações sobre a recuperação e link da vaquinha online.

“Agradecer muito o povo, as pessoas que são muito especiais, que ajudam a nós aí”, diz a família ao final do vídeo.



Fonte: Jornal Razão

Leia mais

PUBLICIDADE