Uma empresa de terraplanagem despejou duas caçambas de terra em frente ao portão principal da BMG Foods, antiga Notable, em Grão Pará, no Sul Catarinense, na manhã desta segunda-feira (11). O prestador alega supostas dívidas pendentes pelos serviços executados ao frigorífico.
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A cena foi acompanhada por funcionários e outros prestadores de serviço, que aproveitaram o momento para realizar um protesto no local. Conforme relatos, os manifestantes cobravam o pagamento de salários e valores que estariam em atraso, além de outras pendências trabalhistas.
A movimentação chamou a atenção de moradores e de quem passava pela região nas primeiras horas do dia. Segundo manifestantes, parte dos trabalhadores estaria enfrentando dificuldades financeiras por conta dos supostos atrasos e cobra uma solução imediata da direção da empresa.
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As queixas dos trabalhadores
De acordo com relatos divulgados nas redes sociais, as reclamações envolvem supostos atrasos no pagamento de salários, no recolhimento do FGTS e em outros direitos trabalhistas. Há ainda menções a descontos em folha relacionados a empréstimos consignados, que, segundo os manifestantes, não estariam sendo repassados aos bancos.
As informações partem de relatos de trabalhadores e ainda não há confirmação oficial sobre os pontos levantados. A apuração das queixas, em casos como esse, costuma envolver o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho, que verificam eventuais irregularidades a partir de denúncias e fiscalizações.
A unidade em Grão Pará
A planta industrial onde ocorreu o protesto opera há anos no município e era conhecida na região como Notable / Frigorífico Catarinense. A unidade foi adquirida pela BMG Foods (Brazilian Meat Group), operação brasileira do grupo paraguaio Concepción, dentro de um pacote de investimentos no setor de carne suína no Brasil.
O frigorífico de Grão Pará é uma das principais unidades de abate de suínos do grupo em território brasileiro e emprega centenas de pessoas direta e indiretamente, incluindo prestadores de serviço terceirizados que atuam no entorno da operação.
Até a publicação desta reportagem, a direção da empresa não havia se pronunciado oficialmente sobre as reivindicações dos manifestantes. O espaço permanece aberto para manifestação.
Fonte: Jornal Razão