O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) classificou como “desrespeito completo” o tratamento dispensado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Santa Catarina e atribuiu o que chamou de “birra” do petista à divergência ideológica com o governador Jorginho Mello (PL). A declaração foi dada em coletiva neste sábado (9), durante o encontro estadual do PL no Stage Music Park, em Jurerê Internacional, em Florianópolis.
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A forma como o Lula trata Santa Catarina hoje é um desrespeito completo aos catarinenses.
‘Birra com a pessoa do governador’
Para Flávio, a tensão entre Brasília e Florianópolis nasce da rejeição ideológica do presidente ao governador catarinense. O senador elogiou a gestão de Jorginho Mello, citou que Santa Catarina é o estado mais seguro do país e disse que o governador “não elevou nenhum imposto” durante o mandato.
Por causa de divergências ideológicas do Lula com o nosso governador Jorginho Mello, que é de direita, que é uma pessoa pró-empreendedor, que governa o estado mais seguro do Brasil, que não elevou nenhum imposto aqui, ele coloca essa preferência ideológica dele, coloca uma birra com a pessoa do governador na frente do interesse do povo catarinense.
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O histórico de atritos entre Lula e Jorginho
A relação entre o Palácio do Planalto e o Centro Administrativo de Santa Catarina vive sob tensão desde o início do terceiro mandato petista. Em agosto de 2024, durante a primeira visita de Lula ao estado, na inauguração do Contorno Viário da Grande Florianópolis, em Palhoça, o presidente cobrou em discurso a ausência do governador, que estava em encontro de governadores dos estados do Sul e Sudeste, no Espírito Santo. Lula disse que Jorginho “perdeu a oportunidade de inaugurar a maior obra do Estado” e que “tem gente que pensa pequeno e age pequeno”.
Em março de 2025, Lula classificou Jorginho como o governador mais crítico de sua gestão. O catarinense respondeu nas redes sociais: “Não falo mal de você, Lula, falo a verdade. Santa Catarina merece respeito”. Em maio de 2025, durante visita ao Porto de Itajaí, o presidente novamente alfinetou opositores ausentes em suas cerimônias, e Jorginho voltou a justificar a ausência argumentando que comparece a inaugurações com aporte federal direto.
As obras citadas pelo senador
Ao listar áreas em que Santa Catarina seria prejudicada, Flávio mencionou nominalmente quatro rodovias federais que cortam o estado: as BR-101, BR-280, BR-282 e BR-470. Para o senador, todas exigem obras estruturais para sustentar o escoamento da produção catarinense.
Tanto do nosso agro quanto das indústrias. Santa Catarina tem seis portos, precisa de mais um pouquinho de ferrovia para melhorar essa logística. O que depender de nós, vamos sim ajudar os catarinenses.
‘Pode crescer ainda mais’
Flávio afirmou que o estado cresce hoje mais que o dobro da média do PIB brasileiro mesmo sem prioridade do governo federal, e disse acreditar que, com um Executivo federal alinhado ao governo estadual, o ritmo poderia ser ainda maior.
Santa Catarina cresce hoje mais que o dobro da média do Brasil no seu PIB. Com o governo parceiro do governo estadual de Santa Catarina, o estado pode crescer ainda mais e continuar sendo um exemplo para todo o Brasil.
A passagem por Santa Catarina
A passagem de Flávio Bolsonaro pelo estado foi a primeira do senador desde que se lançou pré-candidato à Presidência. Na sexta-feira (8), ele cumpriu agenda em Florianópolis com visita ao sistema prisional catarinense, sessão fechada do documentário “A Colisão dos Destinos” no Cine Paradigma e jantar com cerca de 300 empresários no Sesc Cacupé. No sábado, participou do encontro estadual do PL no Stage Music Park, em que foram oficializadas as pré-candidaturas de Jorginho Mello à reeleição ao governo, do prefeito de Joinville Adriano Silva como pré-candidato a vice, e do vereador carioca Carlos Bolsonaro e da deputada federal Caroline De Toni para as duas vagas do Senado por Santa Catarina.
Fonte: Jornal Razão