Jovem de 22 anos foi socorrida em Criciúma após relatar que quatro homens encapuzados a colocaram à força dentro de um carro e a estupraram. É o segundo caso com dinâmica parecida na cidade em menos de três semanas.
Por Equipe Jornal Razão··4 min de leitura·Atualizado em
Uma jovem de 22 anos foi socorrida na noite de segunda-feira (7) em Criciúma, no sul de Santa Catarina, depois de relatar à Polícia Militar que foi colocada à força dentro de um carro por quatro homens encapuzados e estuprada. Ela foi deixada pelo grupo em frente a uma lanchonete e encontrada em forte abalo emocional.
O chamado chegou à Central de Emergência por volta das 22h25 como pedido de apoio ao Corpo de Bombeiros Militar. A informação inicial dava conta de uma mulher, a princípio vítima de violência sexual, abandonada em via pública na região da Avenida Centenário.
Um complemento repassado pela central logo em seguida corrigiu o ponto exato onde ela estava. Segundo essa primeira versão, passada por uma mulher que estava no local, homens teriam colocado a vítima dentro de um carro preto, dito que iriam matá-la e depois a deixado em frente ao estabelecimento comercial.
Quando a guarnição chegou, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar já prestava o primeiro atendimento. A jovem foi conduzida a um hospital de Criciúma, onde recebeu os cuidados iniciais da equipe médica.
Diante da natureza do caso, a Polícia Militar pediu à Central de Emergência que acionasse a Polícia Civil e a Polícia Científica. A Polícia Civil informou que não deslocaria equipe ao local e solicitou o número do protocolo da ocorrência. A Polícia Científica respondeu que enviaria uma equipe ao hospital para os procedimentos periciais, após a conclusão da ocorrência policial.
No hospital, a Polícia Militar acionou uma policial feminina para conversar com a vítima, que demonstrou sentir-se mais à vontade para narrar o que havia acontecido a uma mulher, sem agravar o abalo emocional.
Foi nessa conversa que ela detalhou o relato. Segundo contou, caminhava pela rua quando se deparou com um carro preto ocupado por quatro homens encapuzados. Afirma ter sido colocada à força no veículo e violentada por dois deles enquanto os outros dois a seguravam. Depois, foi abandonada na rua.
A jovem disse não ter conseguido reconhecer todos os envolvidos, mas afirmou acreditar saber quem seria um deles. As informações foram repassadas à polícia e passam a integrar a apuração.
A Polícia Militar também conversou com o médico responsável pelo atendimento. Ele informou que havia feito o atendimento inicial, mas que ainda não tinha realizado exame clínico específico relacionado à violência sexual, aguardando a chegada da Polícia Científica.
A ocorrência foi registrada como estupro coletivo e lesão corporal grave ou gravíssima dolosa, ambos consumados. A condição física da vítima foi classificada como de lesões graves ou gravíssimas. Nenhum suspeito estava no local, e não houve prisão até o encerramento do atendimento, por volta de 1h de terça-feira (8).
O caso é o segundo com dinâmica parecida registrado em Criciúma em menos de três semanas. Na madrugada de quarta-feira, 19 de agosto, uma adolescente de 16 anos denunciou ter sido vítima de estupro coletivo envolvendo quatro suspeitos. Segundo o relato inicial, ela estava em deslocamento quando percebeu que estava dentro de um veículo com os homens. Naquele caso, também dentro de um carro, dois deles a seguraram enquanto os outros dois cometeram o crime, e ela foi abandonada na rua depois.
Na ocasião, a delegada Ana Elisa Vargas de Souza, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e ao Idoso, informou que a Polícia Civil ainda não havia determinado exatamente onde a violência ocorreu, porque a adolescente estava em deslocamento e parte da dinâmica precisava ser reconstruída pelos investigadores. Os quatro apontados no relato não haviam sido identificados.
As duas ocorrências guardam o mesmo desenho: uma mulher abordada na via pública, colocada dentro de um carro com quatro homens, violentada por parte do grupo enquanto o restante a imobilizava, e depois largada na rua. Até agora, nenhum suspeito foi preso em qualquer um dos casos.
O caso desta semana depende da conclusão dos exames periciais e da investigação da Polícia Civil, que deve apurar a autoria e a dinâmica descrita pela vítima. Não há confirmação oficial de que os dois episódios estejam ligados.
Fonte: Jornal Razão