Moradores do bairro João Paulo, em Florianópolis, protestaram contra a instalação de uma funerária ao lado de escola e sobre córrego canalizado. Comunidade alega riscos ambientais e de trânsito.
Moradores do bairro João Paulo, em Florianópolis, realizaram uma manifestação na noite desta segunda-feira (25) contra a possível instalação de uma funerária no bairro. O ato reuniu vizinhos com faixas e cartazes em frente ao imóvel onde o empreendimento poderia ser instalado.
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Segundo os moradores, o imóvel fica ao lado de uma escola e em frente a uma pracinha frequentada por crianças e famílias do bairro. A proximidade com os dois espaços é um dos principais pontos de contestação da comunidade.
Outro argumento levantado pelos moradores é o risco ambiental. De acordo com a comunidade, o imóvel está localizado sobre um córrego canalizado que desagua na prainha e na área da beneficiadora dos pescadores do bairro. Os manifestantes alegam que a região já sofre com alagamentos em períodos de chuva e temem que substâncias utilizadas em procedimentos funerários possam contaminar o curso d’água.
“Imagina o formol e o necrochorume indo direto para a prainha dos pescadores e para os peixes que a gente come”, relatou uma moradora que participou do protesto.
A questão do trânsito também foi citada durante a manifestação. Segundo os moradores, o João Paulo já enfrenta congestionamentos frequentes, especialmente nos horários de pico, por ser uma das poucas alternativas viárias à SC-401. A comunidade teme que o funcionamento de uma funerária, com cortejos fúnebres e fluxo adicional de veículos, agrave ainda mais a situação.
Os manifestantes também alegam que um dos sócios do empreendimento teria sido preso em 2024 durante a Operação Caronte, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina em Criciúma. A operação investigou fraudes em licitações de serviços funerários na cidade e resultou na prisão de empresários e agentes públicos, incluindo o então prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro. O Jornal Razão não conseguiu confirmar o vínculo direto entre o sócio citado pelos moradores e os réus da operação.
A repercussão do protesto nas redes sociais dividiu opiniões. Enquanto parte dos internautas apoiou a mobilização, outros questionaram a manifestação e ironizaram a situação.
A comunidade segue acompanhando o caso e se posicionando contra a instalação no local. Até a última atualização, não havia posicionamento oficial da Prefeitura de Florianópolis sobre o licenciamento do empreendimento.
Fonte: Jornal Razão