O helicóptero modelo Robinson R44, de prefixo PR-MPL, que caiu e matou o empresário Hans Ulrich Frank, de 71 anos, na manhã desta quinta-feira (21) em Pomerode, já havia se acidentado anteriormente na Bahia e voava com o certificado de aeronavegabilidade vencido há quase um ano.
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De acordo com relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), concluído em 2014, a mesma aeronave caiu na zona rural do município de Umburanas, na Bahia, quando ainda pertencia a uma empresa de transporte aéreo. Na ocasião, o Robinson R44 de cor vermelha levava três pessoas, entre piloto e dois passageiros, e um dos ocupantes ficou em estado grave. A investigação concluiu que a queda pode ter sido causada por perda de sustentação e altitude.
A análise do Cenipa na época apontou danos substanciais no motor, no rotor principal, na transmissão, na estrutura, no cone de cauda, no esqui do lado esquerdo e na cabine de pilotagem. Uma foto anexada ao relatório mostra o helicóptero de ponta cabeça, com a estrutura intacta.
Conforme consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Hans Ulrich Frank recebeu a transferência da aeronave em 28 de julho de 2014, após o acidente na Bahia. O mesmo documento aponta que o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) do helicóptero estava vencido desde agosto de 2024. O documento é obrigatório para comprovar que a aeronave atende aos padrões de segurança e manutenção exigidos pelas autoridades aeronáuticas. Sem a renovação, conforme a Anac, a operação do helicóptero não é permitida.
O acidente em Pomerode
O acidente aconteceu por volta das 8h40, no bairro Testo Central, a cerca de 4 quilômetros do centro de Pomerode. Hans estava sozinho na aeronave e se encontrava a poucos metros de casa, onde ficava o hangar. Os Bombeiros Voluntários foram os primeiros a chegar e encontraram o helicóptero em chamas.
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBM-SC) informou que, durante sobrevoo na região, foi identificada uma torre de alta tensão danificada a 400 metros do local da queda. O capitão Jefferson Luiz Machado, piloto do helicóptero Arcanjo-03, relatou que a equipe teve dificuldade para localizar o sinistro devido a um banco de nevoeiro.
“A gente identificou uma rede de alta tensão partida pela metade e logo em seguida, a 400 metros, a aeronave em chamas”, detalhou o capitão Jefferson Luiz Machado.
Hans Ulrich Frank era piloto há vários anos e apaixonado por aeronaves. Empresário em diversos ramos, se destacou como fundador da TDV Dental, do setor de produtos para odontologia, com sede no mesmo bairro onde ocorreu o acidente.
O Cenipa é o órgão responsável por investigar as causas do acidente em Pomerode. A apuração deve determinar se houve relação entre a queda e a torre de alta tensão danificada, além de avaliar as condições de manutenção e regularidade da aeronave.
Fonte: Jornal Razão