Um ex-funcionário de uma empreiteira de Balneário Camboriú, já condenado por extorsão mediante sequestro, voltou a cometer um crime semelhante nesta segunda-feira (11), que terminou com a morte do empresário Alfredo Fraga dos Santos, no Vale do Itajaí.
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Werich Mateus Silva Trindade, de 26 anos, havia sido preso e condenado em 2024 por um caso ocorrido em junho daquele ano, em Belém (PA), quando sequestrou uma médica com a ajuda de comparsas após oferecer uma falsa carona.
Na ocasião, a vítima foi rendida com um golpe de “mata-leão”, levada desacordada para um cativeiro e mantida sob ameaça por cerca de 16 horas. Durante o crime, os sequestradores exigiram resgate de até R$ 500 mil da família e chegaram a gravar vídeos da mulher para pressionar o pagamento. Ela foi obrigada a realizar transferências via Pix.
A polícia localizou a vítima após rastrear o veículo e o celular, conseguindo efetuar o resgate ainda com vida. Na ação, um dos criminosos morreu em confronto com a polícia e outros quatro foram presos. O ex-funcionário acabou condenado a oito anos de prisão em regime semiaberto.
O novo crime em Santa Catarina
Na nova ocorrência, Alfredo Fraga dos Santos, empresário do ramo da construção civil em Balneário Camboriú, havia demitido o funcionário na sexta-feira (8). Dois dias depois, na segunda-feira (11), o homem retornou ao prédio onde a vítima morava, no bairro da Barra, e o abordou por volta das 6h30.
Com a ajuda de um comparsa, ele rendeu o ex-patrão com um golpe de mata-leão, colocou a vítima no próprio carro e fugiu do local.
Horas depois, colegas estranharam o desaparecimento de Alfredo e acionaram a família. Imagens de câmeras de segurança confirmaram o sequestro, e a Polícia Militar foi acionada por volta das 10h.
Durante as buscas, os criminosos obrigaram o empresário a realizar transferências que somaram cerca de R$ 15 mil.
Pouco depois, o desfecho trágico: Alfredo foi encontrado morto em Gaspar, já por volta do meio-dia, após ser assassinado com golpes de pedra.
Prisões e investigação
O ex-funcionário tentou fugir para o Pará, mas foi preso no aeroporto de Campinas (SP), durante uma conexão aérea. O comparsa dele foi localizado e preso em Blumenau.
Ambos confessaram participação no crime, segundo a Polícia Militar. A Polícia Civil de Santa Catarina agora investiga se o suspeito descumpria regras do regime semiaberto ou se estava foragido no momento do crime.
Fonte: Jornal Razão