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“Estarei pronta”, diz Erika Hilton sobre possibilidade de disputar a Presidência da República

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que estará disposta a disputar a Presidência da República caso, no futuro, seu partido e outras forças políticas considerem que ela está preparada para ocupar o cargo. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil, após a parlamentar ser reeleita para a Câmara dos Deputados com cerca […]


A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que estará disposta a disputar a Presidência da República caso, no futuro, seu partido e outras forças políticas considerem que ela está preparada para ocupar o cargo. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil, após a parlamentar ser reeleita para a Câmara dos Deputados com cerca de 1,6 milhão de votos.

Erika Hilton, que se tornou a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados na eleição de 2026, afirmou que não pretende, neste momento, declarar uma candidatura ao Palácio do Planalto. Segundo ela, porém, considera importante que o Brasil avance até o ponto em que uma pessoa trans e integrante da comunidade LGBTQIA+ possa chegar à Presidência da República.

“Eu não vou dizer que tenho vontade de me candidatar a presidente, mas, quando fiz campanha, as pessoas me abraçavam e diziam que eu seria presidente. Eu acho bonito quando, dentro do meu grupo e fora, falam sobre essa possibilidade”, afirmou.

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A parlamentar também disse que pretende contribuir para que essa possibilidade se torne realidade no futuro. Para Erika, a eventual decisão de disputar o cargo não deve ser limitada pelo preconceito ou pela reação de grupos contrários à sua atuação política.

“Eu farei o que for essencial para que o Brasil um dia enxergue uma pessoa trans, LGBT, como sendo presidente do país”, declarou.

Combate ao preconceito

Erika Hilton afirmou que o país ainda precisa enfrentar questões como misoginia e machismo antes de alcançar esse cenário. Apesar disso, defendeu que o preconceito não seja um fator capaz de impedir representantes de grupos historicamente sub-representados de ocupar espaços de poder.

“Torço para que, se um dia essa proposta se apresentar e os partidos acharem que eu posso ocupar esse lugar, eu não me exima, pois não é o ódio que pode me impedir de ocupar lugares que podem ser históricos”, afirmou.

A deputada também comentou o cenário político que encontrará no próximo mandato. Segundo ela, a nova composição do Congresso Nacional exigirá organização e esforço dos partidos de esquerda.

“Vocês viram a composição do Congresso, uma composição muito difícil, e que vamos precisar de muita energia”, disse.

Esquerda precisa se reorganizar, afirma deputada

Na avaliação de Erika Hilton, o avanço de partidos e grupos de direita no Legislativo impõe à esquerda a necessidade de rever estratégias, propostas e formas de comunicação com o eleitorado.

A deputada citou o crescimento de setores ligados à direita e mencionou o deputado Flávio Bolsonaro (PL) como parte desse cenário. Para ela, os partidos de esquerda precisam avaliar suas plataformas, linguagens e quadros políticos para se adaptar ao novo contexto.

“Os partidos de esquerda precisam se organizar para que possam avançar e possam também perceber onde precisam atualizar suas plataformas, suas linguagens, seus quadros etc., fazer uma escolha acertada de como vamos valorizando esses quadros dentro do partido”, afirmou.

Reeleita para a Câmara, Erika Hilton deverá integrar o novo Congresso a partir de 2027. A parlamentar foi eleita em São Paulo e ampliou sua votação em relação ao primeiro mandato, consolidando-se como uma das principais representantes da comunidade LGBTQIA+ na política brasileira.

Apesar de mencionar a possibilidade de uma futura candidatura presidencial, Erika não anunciou intenção de disputar o Palácio do Planalto. Uma eventual candidatura dependeria de decisões partidárias e do cenário político dos próximos anos.