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Erechim promove ação de proteção às mulheres migrantes no Agosto Lilás

A Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, da Coordenadoria da Mulher e do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), promoveu um encontro voltado à proteção às mulheres migrantes. A atividade integrou a programação oficial do Agosto Lilás — campanha que neste ano celebra os 20 anos da Lei […]


A Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, da Coordenadoria da Mulher e do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), promoveu um encontro voltado à proteção às mulheres migrantes. A atividade integrou a programação oficial do Agosto Lilás — campanha que neste ano celebra os 20 anos da Lei Maria da Penha — e visou ampliar o acesso à informação e fortalecer a rede de apoio local.

Integração institucional e diálogo comunitário

Com o tema “Viver sem violência também é um direito: proteção às mulheres migrantes do Brasil”, o evento foi realizado em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) – Integração Erechim e a CUFA Erechim. A iniciativa reuniu lideranças de diversas nacionalidades que atuam diretamente no apoio e na orientação de outros migrantes residentes no município.

A ação permitiu uma troca direta entre as moradoras e profissionais da rede de garantia de direitos. Entre as palestrantes e organizadoras estiveram a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres de Erechim, Joana Mattia; a consultora de Integração da OIM, Josiani May; e as representantes da CUFA Erechim, Caroline Neto (coordenadora e assistente social) e Neuza Machado (psicóloga).

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Superação de barreiras e fortalecimento da prevenção

De acordo com a coordenadora Joana Mattia, democratizar o acesso à informação sobre os serviços públicos é um passo decisivo para interromper ciclos de violência. Ela ressaltou que as populações estrangeiras enfrentam desafios específicos no cotidiano, exigindo uma abordagem direcionada e acolhedora do poder público.

“Para as mulheres migrantes, esse acesso é ainda mais importante, porque muitas vezes existem barreiras relacionadas ao idioma, à falta de conhecimento sobre os serviços públicos e à própria adaptação a uma nova realidade. Nosso compromisso é garantir que todas saibam que não estão sozinhas”, destacou Joana Mattia, reforçando que o encontro visa aproximação e sentimento de pertencimento.

Canais e serviços de atendimento em Erechim

Durante o evento, a equipe técnica detalhou os principais órgãos de assistência e canais de denúncia disponíveis para acolher mulheres em situação de vulnerabilidade ou violência na região:

  • Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180): canal nacional gratuito, sigiloso e operacional 24 horas por dia;
  • Brigada Militar (Ligue 190): serviço indicado para situações imediatas de emergência e risco;
  • Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM): localizado na Rua Benjamin Mosena, 181, Bairro Bela Vista, atendendo pelos telefones (54) 99139-1480 e (54) 3520-7102;
  • Rede socioassistencial (CRAS e CREAS): unidades dos Centros de Referência de Assistência Social que prestam acompanhamento familiar e psicossocial.