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Em defesa de Moraes, Dino diz que Elon Musk e Trump estão por trás da pressão do STF: “acerto de contas”

Em manifestação no julgamento que decide se Alexandre de Moraes será investigado, Flávio Dino afirmou que o colega pode estar no centro da sessão não pelos próprios erros, mas pela vontade de quem ficou contrariado com suas decisões Por Equipe Jornal Razão·15 set 2026, 16h42·3 min de leitura·Atualizado em 15 set 2026, 16h49 O ministro […]


Em manifestação no julgamento que decide se Alexandre de Moraes será investigado, Flávio Dino afirmou que o colega pode estar no centro da sessão não pelos próprios erros, mas pela vontade de quem ficou contrariado com suas decisões

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O ministro Flávio Dino saiu em defesa de Alexandre de Moraes no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15) e afirmou que o julgamento sobre o colega corre o risco de se transformar em um ajuste movido por gente de fora da Corte. “Havendo uma espécie de acerto de contas”, disse.

A fala foi feita durante a sessão que decide se o Supremo autoriza a abertura de investigação contra Moraes a partir do material recolhido pela Polícia Federal no caso do Banco Master.

Dino partiu de uma pergunta direta aos colegas. “A pergunta é: o ministro Alexandre está aqui por quê?”, questionou, antes de apresentar o que considera o risco central do julgamento.

Segundo o ministro, sem uma resposta isonômica, a impressão que fica é outra. “Vai me parecer que ele não está aqui pelos seus eventuais erros, que devem ser apurados”, afirmou, acrescentando que a pressão viria de fora do tribunal.

Na sequência, Dino enfileirou nomes e grupos que, na leitura dele, teriam motivos para querer ver Moraes atingido.

“Por que a Elon Musk não gostou? Por que o Trump não gostou? Por que os autores do homicídio de Marielle não gostaram?”, disse o ministro. Ele citou ainda os condenados pelos atos de 8 de janeiro.

O ministro seguiu apontando outros focos de insatisfação com o colega, entre eles quem defende que Moraes deveria mesmo ter sido incluído na Lei Magnitsky e quem se opôs à sua atuação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Foi a partir dessa lista que Dino construiu o argumento jurídico da manifestação. “Para que serve o devido processo legal? Para impedir que esses juízos do senso comum invadam a seara jurídica”, afirmou.

O ministro reconheceu que a Corte não decide no vácuo. Disse que os julgadores recebem influxos sociais, econômicos e políticos e admitiu a condição humana de quem está no plenário.

Ainda assim, sustentou que existe uma obrigação que separa o tribunal da pressão da rua. “Nós temos o dever de transformar esses influxos em categorias jurídicas”, declarou.

Dino fechou o raciocínio com uma frase curta sobre o que está em jogo: “Isso se chama devido processo legal. E sem ele não existe justiça”.

A manifestação se somou a uma sessão já marcada por embates. Antes dele, Kassio Nunes Marques se declarou impedido, Dias Toffoli declarou suspeição por foro íntimo, Luiz Fux confrontou Gilmar Mendes sobre a atuação da Polícia Federal e o próprio Dino relatou em plenário a ameaça de novas sanções dos Estados Unidos contra ministros do Supremo.



Fonte: Jornal Razão

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