A fuga de detentos da Penitenciária Industrial de São Cristóvão do Sul, registrada na madrugada do último sábado (23), ganhou contornos ainda mais graves nesta segunda-feira (25). Segundo apuração do Jornal Razão, a Polícia Penal descobriu que dois dos três presos apontados como fugitivos estão, na verdade, dentro da unidade prisional.
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A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) confirmou, por meio de nota oficial, que foram identificadas divergências nas informações preliminarmente repassadas sobre os custodiados evadidos. A constatação levou à ampliação imediata dos procedimentos de conferência, revisão de dados e recontagem interna.
Na prática, a Polícia Penal ainda trabalha para confirmar quantos detentos realmente fugiram e quem são. Das três fotos divulgadas pela Sejuri como sendo dos foragidos, apenas uma foi confirmada. As outras duas pertencem a presos que permanecem custodiados na unidade. A penitenciária abriga 1.095 detentos e as equipes de segurança realizam conferência individual para identificar os evadidos. Até o momento, dois dos três foragidos reais já teriam sido identificados.
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A fuga original
No último sábado (23), a Sejuri informou que três custodiados haviam fugido da Penitenciária Industrial de São Cristóvão do Sul, no meio-oeste catarinense. Na ocasião, foram divulgados os nomes de Edilson dos Santos, 29 anos, Eliton Luiz Pereira, 20 anos, e Alejandro Morais dos Santos, 19 anos, todos com passagens por crimes como tráfico, roubo e homicídio. Um deles acumula 46 boletins de ocorrência e sete processos criminais. Leia a matéria original aqui.

Como os presos escaparam
Conforme apurado pelo Jornal Razão, imagens obtidas do local da fuga mostram que os detentos utilizaram uma “Teresa” de grandes proporções, corda improvisada feita com tecidos, para escalar a estrutura e ganhar a rua. O ponto escolhido para a fuga foi justamente um trecho onde havia uma guarita que foi demolida em outubro de 2025 e nunca foi substituída, deixando o perímetro desguarnecido por meses.
A Penitenciária Industrial faz parte do Complexo Penitenciário de São Cristóvão do Sul, que também abriga a Unidade de Segurança Máxima, a primeira de Santa Catarina, ativada em 2022 para receber lideranças do crime organizado e presos de alta periculosidade. A fuga ocorreu na Penitenciária Industrial, não na Unidade de Segurança Máxima.
Intervenção e afastamentos
Diante da gravidade da situação, a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social determinou intervenção administrativa e operacional na unidade ainda na manhã desta segunda-feira. A direção da penitenciária e a chefia de segurança foram afastadas cautelarmente de suas funções até a conclusão das apurações.
A Corregedoria-Geral da Sejuri foi acionada para atuar diretamente na unidade, com instauração de procedimentos administrativos e investigativos para apurar responsabilidades pelas falhas que permitiram a fuga e pela confusão nas informações repassadas sobre os foragidos.
As forças de segurança seguem atuando de forma integrada para identificar com precisão quem são os custodiados que efetivamente escaparam. A conferência interna na penitenciária segue em andamento.
Fonte: Jornal Razão