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Cadeirante de 71 anos precisou chamar a polícia para sair do próprio condomínio em Florianópolis

Uma mulher de 71 anos, cadeirante com sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), afirma ter ficado presa na área comum do próprio condomínio em Canasvieiras, Florianópolis, na tarde de segunda-feira (18), após a única saída acessível ser bloqueada por um veículo estacionado irregularmente durante obras no prédio. Segundo a idosa, ao acionar o celular para […]


Uma mulher de 71 anos, cadeirante com sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), afirma ter ficado presa na área comum do próprio condomínio em Canasvieiras, Florianópolis, na tarde de segunda-feira (18), após a única saída acessível ser bloqueada por um veículo estacionado irregularmente durante obras no prédio. Segundo a idosa, ao acionar o celular para documentar o impedimento, foi agredida fisicamente pela proprietária do carro.


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Conforme o relato publicado pela própria vítima nas redes sociais, o condomínio passa por reforma e, no momento do ocorrido, o chão de um dos lados estava tomado por cimento fresco, inviabilizando a circulação com a cadeira de rodas motorizada. De acordo com a cadeirante, a única passagem disponível tinha o espaço reduzido pelo veículo estacionado em área comum, com a folga entre o carro e a parede menor do que a largura da cadeira.

Segundo a idosa, ela pediu ajuda a trabalhadores da obra, à faxineira e ao síndico do prédio, que estavam presentes e viram a situação, mas nenhum a atendeu. Conforme o relato, quando começou a gravar para registrar o bloqueio, a proprietária do carro desceu de forma agressiva, a xingou e a agrediu fisicamente, derrubando sua bolsa no chão. Por ter perda de força no lado esquerdo do corpo em razão do AVC, a cadeirante relata ter perdido o controle do celular durante o confronto.

De acordo com a vítima, ela precisou acionar a polícia para conseguir o direito de sair do próprio prédio. Segundo o relato, o veículo foi retirado após a chegada dos agentes. Já na rua, conforme a cadeirante, o marido da proprietária do carro ainda a ameaçou.

Eu não sofri apenas uma agressão. Eu sofri a violência que milhares de pessoas com deficiência vivem todos os dias: a indiferença, o abandono, a falta de humanidade.

Não há confirmação oficial sobre o registro de boletim de ocorrência ou sobre medidas adotadas pela administração do condomínio. O caso segue sem posicionamento das partes envolvidas.



Fonte: Jornal Razão

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