A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul realiza nesta semana a distribuição de um novo lote de vacinas contra a gripe (influenza) aos municípios. Mais de 900 mil doses começam a ser encaminhadas nesta quinta-feira às prefeituras, por meio das coordenadorias regionais de saúde, reforçando a campanha de imunização em todo o Estado.
As vacinas fazem parte do terceiro lote enviado pelo Ministério da Saúde e recebido pelo Estado nesta quarta-feira. Com a nova remessa, o total disponibilizado para a vacinação contra a influenza em 2026 chega a 1.784.000 doses. Desse total, 1.686.570 já foram repassadas diretamente aos municípios.
A campanha foi oficialmente iniciada em 28 de março, com a realização de ações especiais em algumas cidades durante o Dia D. Até o momento, cerca de 474 mil doses já foram aplicadas no Estado. Entre os grupos prioritários — crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes — a cobertura vacinal está em 11,1%. Esses públicos receberam 347 mil das doses aplicadas. A meta é atingir 90% de vacinação nesses grupos.
No Rio Grande do Sul, aproximadamente 5.215.642 pessoas estão incluídas nos grupos elegíveis para a vacinação contra a gripe. A estimativa por público prioritário é a seguinte:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos: 662.692
- Gestantes: 84.055
- Puérperas: 13.812
- Idosos com 60 anos ou mais: 2.380.658
- Povos indígenas: 40.704
- Quilombolas: 17.552
- Pessoas em situação de rua: 4.128
- Trabalhadores da saúde: 453.064
- Professores (ensino básico e superior): 153.385
- Profissionais das forças de segurança e salvamento: 28.178
- Forças Armadas: 38.899
- Pessoas com deficiência permanente: 464.668
- Caminhoneiros: 128.564
- Trabalhadores do transporte coletivo: 29.034
- Trabalhadores portuários: 4.051
- Trabalhadores dos Correios: 5.347
- População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional: 41.693
- Pessoas com doenças crônicas: 665.072
A gripe, causada pelo vírus influenza, pode provocar desde quadros leves até formas graves, com necessidade de hospitalização, especialmente entre crianças pequenas e idosos. Entre os principais sintomas estão febre alta, dores no corpo, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse e cansaço intenso.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra complicações da doença, contribuindo para a redução de internações e óbitos, além de ajudar a proteger toda a comunidade. A orientação da Secretaria Estadual da Saúde é que as pessoas dos grupos prioritários procurem as unidades de saúde assim que as doses estiverem disponíveis em seus municípios.
A proteção oferecida pela vacina não é imediata e leva entre duas e quatro semanas para atingir seu pico. Por isso, a recomendação é antecipar a imunização, especialmente antes do período de maior circulação do vírus, durante o inverno. A imunidade é mais eficaz nos primeiros meses e pode durar entre seis e doze meses, o que reforça a necessidade de vacinação anual.
Em 2026, o Rio Grande do Sul já registra 107 hospitalizações e nove mortes por complicações da gripe. Os números são semelhantes aos do mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizadas 127 internações e dez óbitos.
Em 2025, o impacto da influenza foi significativo no Estado, com mais de 3,4 mil hospitalizações — um aumento de 48% em relação a 2024 — e 598 mortes, número 106% superior ao registrado no ano anterior. A maioria dos casos graves ocorreu entre pessoas não vacinadas: 79% dos hospitalizados e 76% das mortes foram de indivíduos que não haviam recebido a vacina.
Os idosos foram os mais afetados, representando 55% das internações e 77% dos óbitos em 2025. As crianças menores de cinco anos aparecem como o segundo grupo com maior número de hospitalizações, com cerca de 18% dos casos. Os dados reforçam a importância da vacinação, especialmente entre os públicos mais vulneráveis.
FONTE/CRÉDITOS: Correio do Povo
Fonte: Source link
