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Inacreditável: BR-101 chega a 30 km de filas entre Biguaçu e Itapema após caminhão tombar

Um caminhão frigorífico tombou na BR-101, no km 174,9, em Biguaçu, na madrugada desta quarta-feira (25), e interditou a pista sentido Florianópolis por mais de seis horas. A fila de veículos chegou a 29 quilômetros, segundo a concessionária Arteris Litoral Sul, travando o trânsito entre Biguaçu e a região de Itapema. Clique e receba notícias […]


Um caminhão frigorífico tombou na BR-101, no km 174,9, em Biguaçu, na madrugada desta quarta-feira (25), e interditou a pista sentido Florianópolis por mais de seis horas. A fila de veículos chegou a 29 quilômetros, segundo a concessionária Arteris Litoral Sul, travando o trânsito entre Biguaçu e a região de Itapema.




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De acordo com informações da ocorrência, o veículo é um Mercedes-Benz com baú refrigerado, pertencente a um frigorífico da região, e transportava aproximadamente 3,5 toneladas de carne. Duas pessoas estavam no caminhão no momento do acidente e foram encaminhadas ao hospital. O estado de saúde delas não havia sido informado até a última atualização. Equipes da Arteris Litoral Sul e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram mobilizadas para o atendimento.

O primeiro alerta da concessionária foi publicado às 6h17, quando a pista já estava interditada e a fila era de 2 quilômetros. A situação se agravou rapidamente ao longo da manhã: às 9h59, o congestionamento já era de 17 quilômetros. A fila subiu para 22 quilômetros e, por volta do meio-dia, alcançou 29 quilômetros, segundo as atualizações da Arteris. Imagens aéreas mostram a rodovia completamente parada, com caminhões e carros enfileirados por quilômetros.

A pista foi liberada por volta das 12h18, mas a concessionária alertou que, apesar da liberação total no km 174,9, o fluxo poderia demorar para ser normalizado.

A situação foi agravada por um segundo acidente, registrado no km 210, em São José, também no sentido Florianópolis. Conforme a Arteris, faixas central e direita ficaram bloqueadas, com fila de 2 quilômetros. Posteriormente, apenas a faixa direita seguia bloqueada, com as demais liberadas.

Rodovia colapsada e população revoltada

O episódio desta quarta-feira reforça um cenário que se repete com frequência na BR-101 e que revolta motoristas e moradores da Grande Florianópolis e do Litoral Norte. Só nos primeiros 12 dias de janeiro de 2026, a rodovia registrou 62 acidentes e três mortes na região da Grande Florianópolis, segundo levantamento da PRF.

Um estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontou que o trecho entre o km 200 e o km 210 da BR-101 é o mais perigoso do país, com 564 acidentes registrados em 12 meses. A concessão tem nível de serviço crítico, com 76% da extensão classificada nos níveis E e F, o que indica fluxo instável e capacidade excedida.

A frustração aumentou após o fracasso das negociações para repactuação do contrato da Arteris Litoral Sul, anunciado em 10 de março. O Ministério dos Transportes e a ANTT confirmaram o encerramento da Comissão de Solução Consensual no TCU, colocando fim a anos de tratativas para viabilizar novos investimentos na rodovia.

Com o fim das negociações, obras como a construção dos túneis no Morro dos Cavalos, em Palhoça, e a ampliação de capacidade da rodovia no trecho norte ficam sem previsão. O presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider, apontou que a concessionária acumula mais de 900 notificações por descumprimento contratual.

O senador Esperidião Amin classificou o desfecho como erro de gestão e deslealdade com o estado. A Fiesc avaliou que a situação da rodovia é considerada crítica, com longos congestionamentos e elevados índices de acidentes, e que as obras previstas na proposta eram imprescindíveis.

O contrato da Arteris Litoral Sul segue vigente até 2033, sem novas obras previstas. A concessionária informou que continuará operando normalmente.

Até a última atualização, a pista no km 174,9 já havia sido liberada, mas a região seguia com reflexos no trânsito. A polícia apura as circunstâncias do tombamento.



Fonte: Jornal Razão

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