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Segundo foco da doença de Newcastle é confirmado em Santa Catarina e coloca quatro municípios em emergência sanitária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um segundo foco da doença de Newcastle no Oeste de Santa Catarina. A nova ocorrência foi identificada em uma granja comercial de perus no município de Coronel Freitas, conforme comunicado oficial divulgado no domingo (25). O registro amplia a preocupação com a situação sanitária da avicultura catarinense, […]


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um segundo foco da doença de Newcastle no Oeste de Santa Catarina. A nova ocorrência foi identificada em uma granja comercial de perus no município de Coronel Freitas, conforme comunicado oficial divulgado no domingo (25). O registro amplia a preocupação com a situação sanitária da avicultura catarinense, especialmente em uma região de forte produção de aves.

O primeiro foco havia sido confirmado em 18 de outubro, em um estabelecimento comercial de criação de perus de corte localizado em Nova Itaberaba. Desde então, equipes de defesa agropecuária intensificaram a fiscalização e o monitoramento das propriedades rurais da região.

Segundo o Ministério da Agricultura, o segundo caso foi identificado dentro da área de restrição sanitária já estabelecida. A detecção ocorreu durante ações de vigilância intensificada conduzidas pelo Serviço Veterinário Oficial.

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Após a confirmação, foram iniciados os procedimentos previstos nos protocolos de emergência zoossanitária, incluindo investigação epidemiológica, contenção da doença e despovoamento sanitário das aves da propriedade afetada.

Como os dois estabelecimentos estão localizados próximos um do outro, foi necessário apenas um pequeno ajuste na área de restrição, que permanece sob vigilância.

Quatro municípios estão em emergência sanitária

O Governo Federal declarou estado de emergência zoossanitária pelo período de 60 dias em quatro municípios do Oeste catarinense:

  • Nova Itaberaba

  • Coronel Freitas

  • Águas Frias

  • Nova Erechim

A medida foi estabelecida por meio da Portaria Mapa nº 962/2026 e permite intensificar os procedimentos de vigilância epidemiológica, fiscalização das propriedades, controle da movimentação de aves e demais ações necessárias para conter a circulação do vírus.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) também ampliou o monitoramento na região. Somente em Coronel Freitas, outras 145 propriedades foram incluídas nas ações de vigilância sanitária.

Na propriedade onde ocorreu o primeiro foco, em Nova Itaberaba, os procedimentos de limpeza e desinfecção já foram concluídos, e o estabelecimento permanece em vazio sanitário.

O que é a doença de Newcastle?

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres. Dependendo da gravidade da infecção, pode provocar elevada mortalidade e prejuízos significativos à produção avícola.

Entre os principais sintomas observados nas aves estão dificuldades respiratórias, secreções nasais e oculares, diarreia, alterações neurológicas, torcicolo, falta de apetite e queda na produção de ovos.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato com aves infectadas, secreções, fezes e materiais contaminados.

Diante da situação, as autoridades sanitárias orientam os produtores a reforçarem as medidas de biosseguridade, restringirem o acesso de pessoas não autorizadas aos estabelecimentos e comunicarem imediatamente qualquer suspeita ao Serviço Veterinário Oficial.

Exportações brasileiras sofrem restrições

A confirmação dos focos também provoca reflexos no comércio internacional de produtos avícolas brasileiros.

Após o primeiro registro da doença, países importadores estabeleceram restrições temporárias às compras de produtos provenientes do Brasil.

Segundo atualização divulgada pelo Ministério da Agricultura em 21 de outubro, Malásia e México adotaram suspensões para determinados produtos avícolas provenientes de todo o território brasileiro.

Já países como China, Arábia Saudita e Chile estabeleceram restrições específicas para produtos originários de Santa Catarina.

O Ministério mantém negociações com os parceiros comerciais para apresentar as medidas de controle adotadas e buscar a normalização das exportações, conforme as exigências sanitárias de cada mercado.

Consumo de carne de aves e ovos continua seguro

Apesar da confirmação da doença, o Ministério da Agricultura ressalta que o consumo de carne de aves e ovos submetidos à inspeção oficial permanece seguro.

As medidas sanitárias adotadas têm como principal objetivo evitar a disseminação do vírus entre as aves, proteger os plantéis comerciais e reduzir os impactos econômicos sobre a cadeia produtiva.

A Cidasc informou ainda que, durante as investigações, amostras de 15 granjas comerciais da região apresentaram resultados negativos para a doença, permitindo a continuidade das atividades conforme os critérios sanitários estabelecidos.

As equipes de fiscalização seguem atuando nos municípios atingidos, com monitoramento de propriedades, coleta de amostras e acompanhamento da situação epidemiológica.

O Ministério da Agricultura e a Cidasc permanecem responsáveis pela coordenação das ações de contenção e pelo acompanhamento de possíveis novas ocorrências.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

Publicado em 27 de outubro de 2026.