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Faltas a exames de mamografia em Erechim geram desperdício de vagas no Hospital Santa Terezinha

O Hospital Santa Terezinha alertou nesta semana sobre o alto índice de faltas nos agendamentos de mamografia em Erechim e região, uma situação que prejudica diretamente o diagnóstico precoce do câncer de mama. Mensalmente, cerca de 80 a 90 mulheres deixam de comparecer aos exames agendados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), resultando no desperdício […]


O Hospital Santa Terezinha alertou nesta semana sobre o alto índice de faltas nos agendamentos de mamografia em Erechim e região, uma situação que prejudica diretamente o diagnóstico precoce do câncer de mama. Mensalmente, cerca de 80 a 90 mulheres deixam de comparecer aos exames agendados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), resultando no desperdício de oportunidades vitais de tratamento preventivo.

Como funciona o fluxo de agendamentos no SUS

O hospital disponibiliza aproximadamente 520 vagas mensais para o procedimento. Esses exames são repassados à 11ª Coordenadoria Regional de Saúde por volta do dia 20 de cada mês, para que sejam distribuídos entre os municípios da região. As Secretarias Municipais de Saúde são as responsáveis finais por avisar e orientar cada paciente sobre a data e o horário de sua consulta.

No entanto, devido à complexidade da regulação do SUS, a substituição de uma paciente que falta não ocorre de forma imediata. Isso impede que outra mulher que está na fila de espera ocupe a vaga ociosa de última hora, gerando um gargalo no sistema público de saúde regional.

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O impacto do absenteísmo na prevenção do câncer de mama

O diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Rafael Ayub, reforça que o aproveitamento total das vagas é indispensável. Segundo o gestor, cada exame realizado representa uma chance real de cura através do diagnóstico precoce. Por isso, a instituição orienta que as pacientes que não puderem comparecer avisem suas respectivas secretarias de saúde com antecedência máxima.

Estatísticas alarmantes reforçam necessidade de prevenção

A necessidade de conscientização é sustentada por dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA). As estimativas apontam que o Brasil deve registrar milhares de novos casos da doença nos próximos anos. Veja os principais dados destacados pelo órgão:

  • Casos nacionais: São esperados cerca de 78,6 mil novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028.
  • Impacto no Rio Grande do Sul: O estado gaúcho deve registrar aproximadamente 3.790 novos diagnósticos anuais.
  • Representatividade: A doença responde por cerca de 30% de todos os tipos de câncer diagnosticados em mulheres brasileiras.

Diante desse cenário, o comparecimento aos exames de imagem e o acompanhamento médico contínuo, especialmente por meio de serviços integrados como o SER Mulher, tornam-se ferramentas fundamentais para salvar vidas e otimizar os recursos da saúde pública regional.