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Mil rosas, fé e gratidão: recuperação de paciente inspira homenagem ao Hospital Santa Terezinha

O que começou como uma manhã comum para a família Piovesan se transformou em um momento decisivo e, posteriormente, em uma história marcada pela fé, pela gratidão e pela superação. Na manhã de 2 de setembro, Gilson Piovesan, de 45 anos, saiu de casa acompanhado da esposa, Elisiane, e de uma das duas filhas do […]


O que começou como uma manhã comum para a família Piovesan se transformou em um momento decisivo e, posteriormente, em uma história marcada pela fé, pela gratidão e pela superação.

Na manhã de 2 de setembro, Gilson Piovesan, de 45 anos, saiu de casa acompanhado da esposa, Elisiane, e de uma das duas filhas do casal. A família foi ao Pilates e, na volta, fez uma parada em uma padaria. Enquanto Elisiane entrou no estabelecimento, Gilson permaneceu no carro com a filha.

Foi nesse intervalo de poucos minutos que tudo mudou.

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Sem apresentar sintomas anteriores, Gilson respirou profundamente algumas vezes e perdeu a consciência. A filha, inicialmente, não entendeu a gravidade da situação e chegou a pensar que o pai estivesse brincando. Ao perceber que ele não respondia, correu para chamar a mãe.

Síndrome de brugada: sobrevivente cumpre promessa de mil rosas
Síndrome de brugada: sobrevivente cumpre promessa de mil rosas

Entre as pessoas que estavam na padaria havia um médico. Ao perceber o que estava acontecendo, ele foi imediatamente até o veículo e iniciou as manobras de reanimação, permanecendo no atendimento até a chegada do socorro.

Gilson foi encaminhado à Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim. Segundo o relato da família, ele permaneceu aproximadamente 20 minutos sem batimentos cardíacos até que a equipe conseguisse reverter a situação.

Enquanto os profissionais trabalhavam para salvar o marido, Elisiane encontrou na fé uma forma de enfrentar aquele momento. Desesperada, fez uma promessa a Santa Teresinha: caso Gilson sobrevivesse e tivesse uma boa recuperação, ela doaria mil rosas no dia dedicado à santa.

Um diagnóstico inesperado

Depois de ser reanimado, Gilson permaneceu três dias entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Como precisava de atendimento especializado, foi posteriormente transferido para Passo Fundo, onde passou por uma série de exames.

Durante a investigação médica, veio uma descoberta que até então era desconhecida pela família: Gilson tem Síndrome de Brugada, uma condição genética rara que afeta a atividade elétrica do coração e pode provocar arritmias graves e episódios de morte súbita.

Até aquele momento, não havia qualquer diagnóstico que indicasse a existência da doença.

Como parte do tratamento, Gilson recebeu um desfibrilador implantável. Apesar da gravidade do episódio, a recuperação surpreendeu a família: ele não apresentou sequelas neurológicas.

Para Elisiane, o resultado reforçou ainda mais a fé que a acompanhou durante todo o período.

“Os médicos dizem que foi um milagre e eu acredito que foi um milagre de Santa Teresinha. Ele voltou perfeito, sem nenhuma sequela”, afirma.

Ao relembrar aquela manhã, Elisiane também destaca a série de acontecimentos que possibilitou o atendimento rápido ao marido. Entre eles, a presença de um médico na padaria justamente no momento em que Gilson passou mal.

“Se ele estivesse dentro da nossa casa, talvez a gente não tivesse conseguido salvá-lo. Parece que Deus colocou tudo no lugar para que ele ficasse bem. Parece não. Foi”, relata.

A promessa transformada em gratidão

Com a recuperação de Gilson, chegou o momento de Elisiane cumprir a promessa feita durante os momentos mais difíceis.

A família decidiu doar mil rosas ao Hospital Santa Terezinha como forma de agradecer pela vida e pela recuperação de Gilson e também de homenagear Santa Teresinha.

A iniciativa ganhou ainda mais significado com a participação de outras pessoas da comunidade, que também contribuíram com flores ou com valores destinados à compra das rosas.

Os gestos de solidariedade se juntaram à programação organizada pelo Hospital e transformaram a homenagem em uma celebração coletiva de fé, gratidão e esperança.

Médico também homenageia o Hospital

A programação contou ainda com uma homenagem especial do médico João Elmar, que completa 70 anos no dia 6 de outubro e possui cerca de quatro décadas de atuação junto ao Hospital Santa Terezinha.

Síndrome de brugada: sobrevivente cumpre promessa de mil rosas

A proposta de marcar a data com a doação de 70 rosas partiu de Adriana Petezhold, administradora da clínica do médico, que trabalha ao lado dele há 35 anos. A quantidade de flores faz referência às sete décadas de vida de João Elmar e também representa uma forma de agradecer pela trajetória construída ao longo dos anos junto à instituição.

Foi no Hospital Santa Terezinha que João Elmar iniciou sua trajetória profissional em Erechim. Ao longo de aproximadamente 40 anos, acompanhou diferentes momentos da história da instituição e estabeleceu vínculos com profissionais, pacientes e familiares.

Para ele e para a família, a doação representa uma forma de reconhecer essa caminhada.

“É uma forma de agradecer ao Hospital Santa Terezinha por tudo o que ele nos proporcionou ao longo desses anos. A medicina também é isso: é a pessoa, é o cuidado”, destaca.

Comunidade participa da homenagem

A celebração também contou com a participação da comunidade. Além das rosas doadas pela família Piovesan e pelo médico João Elmar, outras pessoas contribuíram com flores e recursos para a aquisição das rosas.

A mobilização ajudou a ampliar a homenagem e levou ao Hospital diferentes manifestações de carinho e gratidão.

Para o diretor executivo do Hospital Santa Terezinha, Rafael Ayub, iniciativas como essa mostram que a instituição vai além do atendimento em saúde e também representa um espaço de acolhimento, esperança e fé.

“Receber essas doações e poder compartilhar esse gesto com pacientes, familiares e equipes torna a celebração de Santa Teresinha ainda mais significativa”, destaca.

Missa reúne comunidade no Hospital

A tradicional Missa de Santa Teresinha foi realizada na Capela da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, nesta quinta-feira (1º), às 9h.

Após a celebração, as rosas doadas pela família Piovesan e pela comunidade começaram a ser distribuídas no Hospital. A entrega foi retomada no período da tarde, a partir das 14h.

Na quinta-feira à noite e na sexta-feira, a distribuição das rosas ocorrerá a partir das 19h30.

Mais do que uma homenagem, a iniciativa representa, para as famílias envolvidas, uma forma de transformar experiências marcadas pela fé, pelo cuidado e pela superação em gestos de gratidão.

No caso de Gilson e Elisiane, cada rosa carrega o significado de uma promessa cumprida e da segunda chance recebida. Para o Hospital Santa Terezinha, a mobilização reforça os laços construídos ao longo dos anos com pacientes, familiares, profissionais e toda a comunidade.





Fonte: Quentuchas

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