
The Witcher 3: The Wild Hunt se tornou referência por combinar em um único título um mundo aberto detalhado, qualidade narrativa, missões secundárias relevantes e personagens densos. No entanto, a história protagonizada por Geralt de Rívia não é a única opção para quem busca uma narrativa no estilo medieval, com formato RPG e maior customização da narrativa. O TechTudo reuniu cinco jogos que preservam elementos conhecidos de The Witcher 3, como a ambientação medieval, os grandes mapas e a evolução do personagem, mas seguem por caminhos diferentes.
O título mais acessível da lista é Dark Souls 3 (PS4), a partir de R$ 130 no Mercado Livre, enquanto o jogo mais caro é The Elder Scrolls V: Skyrim (Nintendo Switch), encontrado a partir de R$ 349 na mesma varejista. A seguir, confira a lista completa dos jogos, lembrando que os valores citados na matéria foram verificados em setembro de 2026 e podem sofrer alterações sem aviso prévio.
Confira 5 jogos como The Witcher 3 para adicionar à sua estante
Editado por Sofia Fernandes
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5 jogos medievais tipo The Witcher 3, mas com jogabilidades ainda melhores
Dark Souls III: The Fire Fades (PS4) – melhor para quem busca uma fantasia medieval sombria, decadente e repleta de monstros.
Assassin’s Creed Valhalla (Xbox One) – excelente opção para os fãs de mitologia nórdica.
Elden Ring (PS5) – indicado para quem gosta de combates mais sofisticados com mecânicas modernas, como furtividade e invocações.
Kingdom Come: Deliverance II (PS5) – ideal para quem quer ter a experiência medieval mais realista possível, fugindo da fantasia.
The Elder Scrolls V: Skyrim (Nintendo Switch) – melhor opção que une uma exploração mais livre com um extenso mundo fantástico.
1. Dark Souls 3: The Fire Fades Edition (PS4) – a partir de R$ 130
Dark Souls 3 leva o jogador até o reino de Lothric, um lugar em ruínas, tomado por criaturas deformadas, cavaleiros enlouquecidos e construções que parecem guardar séculos de história. Na pele de um Inaceso, a missão é encontrar os Lordes das Cinzas e decidir o futuro da Primeira Chama. Boa parte dessa história, no entanto, não aparece de forma clara. O jogo deixa pistas nos cenários, nas falas dos personagens e até nas descrições dos equipamentos. Quem quiser entender tudo o que aconteceu em Lothric precisa prestar atenção aos detalhes e montar as peças por conta própria.
Dark Souls 3 encerra a famosa trilogia com chave de ouro
Reprodução/Steam
A exploração também funciona de maneira diferente da vista em The Witcher 3. Não há um grande mapa aberto cheio de cidades e missões indicadas. O caminho passa por castelos, pântanos, catacumbas e calabouços conectados por atalhos e passagens escondidas. Mesmo com uma estrutura mais linear, os ambientes têm identidade própria e incentivam o jogador a investigar cada canto, como aponta Thomas Schulze em review para o TechTudo.
Replicar o senso de descoberta e perigo dos primeiros jogos da franquia não era uma tarefa das mais fáceis, mas a FromSoftware conseguiu superá-la com diferentes níveis de sucesso. O mais importante é que o mundo de Dark Souls 3 é extremamente caprichado e instigante em seus menores detalhes. Não dá para não se deixar conquistar pelas terras e calabouços de Lothric.
Dark Souls III: The Fire Fades Edition para PS4 está disponível a partir de R$ 130 no Mercado Livre. O jogo está com nota 4,8 na varejista, mas há poucas avaliações do game disponíveis até o momento de publicação desta reportagem.
Prós: combate preciso e desafiador; cenários sombrios e detalhados; chefes marcantes.
Contras: dificuldade elevada; história difícil de acompanhar; exploração menos livre que a de The Witcher 3.
2. Assassin’s Creed Valhalla (Xbox One/Series) – a partir de R$ 159
Assassin’s Creed Valhalla troca as grandes cidades de outros jogos da série por campos, vilarejos, mosteiros e fortalezas da Inglaterra do século IX. No papel de Eivor, o jogador lidera um grupo de vikings que deixa a Noruega para construir uma nova vida em território inglês. A partir daí, a campanha gira em torno da formação de alianças, das disputas entre reinos e do crescimento do assentamento de Ravensthorpe.
Assassins’s Creed Valhalla é focado na mitologia nórdica
Reprodução/Steam
A estrutura do jogo acompanha essa expansão. Cada região apresenta um arco próprio, com governantes, conflitos e personagens diferentes. Fora das missões principais, há invasões a mosteiros, ataques a fortalezas, caçadas, jogos, desafios, equipamentos escondidos e construções que podem ser abertas ou melhoradas na base do clã.
Entre os títulos desta lista, Valhalla é um dos que mais se aproxima de The Witcher 3 na forma de distribuir histórias e atividades por um mapa aberto. A diferença está no tom. Enquanto a jornada de Geralt costuma se apoiar em investigações, monstros e dilemas morais, a aventura de Eivor dá mais espaço a guerras, alianças políticas e combates em grupo. A mudança também afeta a própria identidade da franquia. A furtividade continua disponível, mas deixou de ser a principal forma de avançar, como aponta o review de Carolina Zanatta, para o TechTudo.
Em Valhalla, os assassinatos deixaram de ser parte central do jogo. Como ainda são aspectos importantes da gameplay da franquia, é claro, ainda fazem parte da narrativa principal. Neste novo título, porém, a Ubisoft priorizou o enredo pessoal do protagonista em detrimento do tradicional objetivo do game.
Na Amazon, a versão de Assassin’s Creed Valhalla para Xbox One, Xbox Series S e Xbox Series X está disponível a partir de R$ 159 e mantém média de 4,6 estrelas. Os compradores elogiam a ambientação do jogo e a narrativa bem construída, mas há também críticas em relação ao enredo do game ser muito longo.
Prós: ambientação viking; grande quantidade de conteúdo; combate acessível.
Contras: campanha longa demais; atividades repetitivas; furtividade com importância reduzida.
3. Elden Ring (PS5) – a partir de R$ 218
Elden Ring é um RPG de ação em mundo aberto desenvolvido pela FromSoftware, estúdio responsável pela franquia Dark Souls. A aventura se passa nas Terras Intermédias, uma região devastada após a destruição do Anel Prístino. No controle de um Maculado, o jogador deve explorar esse universo em busca das Grandes Runas e enfrentar poderosos semideuses para tentar se tornar o novo Lorde Prístino.
Elden Ring conta com combate detalhista e difícil
Divulgação/Bandai Namco Entertainment
O título segue um caminho bastante diferente de The Witcher 3. Em vez de acompanhar um protagonista com personalidade, passado e relações previamente estabelecidas, o jogador cria seu próprio personagem e escolhe como desenvolver atributos, armas, magias e habilidades. Essa liberdade permite experimentar diferentes estilos de combate, desde guerreiros com armaduras pesadas até magos, arqueiros e personagens especializados em agilidade.
Já o grande destaque está no combate. Os confrontos exigem observação, paciência e domínio de movimentos como esquivas, bloqueios e contra-ataques. Chefes grandiosos e inimigos perigosos aparecem por praticamente todo o mapa, tornando cada avanço uma conquista, como ressalta o review de Fernando Braga, para o TechTudo.
Independente da classe que você escolher, o jogo possui aquela conhecida dificuldade acima da média para jogos do gênero, além de uma curva de aprendizado bem longa. Ou seja, prepare-se para morrer bastante antes de se acostumar com a gameplay.
Elden Ring de PS5 pode ser encontrado a partir de R$ 218 na Amazon, no momento da consulta. Com mais de seis mil avaliações, o game mantém média de 4,7 estrelas, enquanto os comentários dos compradores destacam principalmente a qualidade do mundo aberto, a direção de arte e a variedade de desafios.
Prós: combate profundo e desafiador; ampla liberdade de exploração e personalização do personagem.
Contras: dificuldade elevada; narrativa fragmentada e curva de aprendizado longa.
4. Kingdom Come: Deliverance II (PS5) – a partir de R$ 223
Kingdom Come: Deliverance II é um RPG de ação ambientado durante uma guerra civil na Boêmia do século XV. A sequência retoma a jornada de Henry de Skalitz, filho de um ferreiro que, ao lado de Hans Capon, parte em uma missão diplomática. Porém, o plano rapidamente dá errado, envolvendo o jovem em uma trama marcada por vingança, conspirações políticas, disputas de poder e resistência.
Ideal para os fãs de Idade Média e RPG
Reprodução/Steam
Diferentemente de The Witcher 3, o universo do título não apresenta monstros, magia ou caçadores sobrenaturais. A proposta é oferecer uma experiência mais realista e próxima da vida medieval, com sistemas detalhados de combate, reputação e interação social. O RPG de mundo aberto chama a atenção pela liberdade oferecida ao jogador e pelas diferentes maneiras de solucionar suas missões.
Em sua análise para o GameSpot, Richard Wakeling destaca a riqueza e a vivacidade desse universo, considerando o game uma sequência segura ao se basear no jogo original e apresentar uma aventura rica, com naturalidade e drama medieval.
Disponível para PS5 a partir de R$ 223 na Amazon, o jogo apresenta nota média de 5 estrelas entre os compradores. As avaliações destacam principalmente os gráficos, o realismo e a imersão, com alguns jogadores chegando a descrevê-lo como o “Red Dead Redemption 2 da Idade Média”.
Prós: forte imersão ao mundo medieval; sistema de combate detalhado; mundo aberto vivo e detalhado; construção rica de RPG.
Contras: progressão mais lenta do que o comum; mecânicas de batalha complexas.
5. The Elder Scrolls V: Skyrim (Nintendo Switch) – a partir de R$ 349
Lançado originalmente em 2011, The Elder Scrolls V: Skyrim permanece relevante por permitir que cada jogador construa uma aventura praticamente própria. A trama começa com o retorno dos dragões à província de Skyrim, uma região inspirada na cultura nórdica e dividida por uma guerra civil. O protagonista é o Dragonborn, personagem criado pelo jogador, que possui a capacidade de absorver a alma dessas criaturas e utilizar poderosos gritos durante os confrontos.
Salve o mundo em The Elder Scrolls V: Skyrim
Reprodução/Steam
A história principal representa apenas uma pequena parte da experiência. É possível comprar casas, fabricar equipamentos, aprender feitiços, explorar ruínas, enfrentar gigantes, caçar dragões ou ingressar em organizações de magos, ladrões e assassinos. Como não existe uma ordem obrigatória para realizar essas atividades, o jogador pode passar dezenas de horas explorando o mundo sem avançar significativamente na missão central.
É justamente nessa autonomia que Skyrim mais se distancia de The Witcher 3. Enquanto a aventura de Geralt valoriza um protagonista definido, diálogos cinematográficos e missões com forte construção narrativa, o título da Bethesda funciona como uma grande caixa de possibilidades. Essa proposta mais aberta é apontada como a principal qualidade do game por Alexandre Silva, em análise publicada no TechTudo.
O ponto mais forte de Skyrim é a sensação de liberdade em um mundo tão vasto e cheio de coisas para se fazer. Não existem rotinas em Skyrim. Você pode fazer a quest principal, onde você aprende um pouco sobre seu dom por ser um Dragonborn, ou você pode deixar isso de lado a qualquer momento e apenas explorar a paisagem sem objetivo algum.
A mídia física de The Elder Scrolls V: Skyrim Standard Edition para Nintendo Switch pode ser encontrada a partir de R$ 349 no Mercado Livre. O produto possui 236 avaliações e média de 4,7 estrelas, com compradores destacando a liberdade de exploração, a variedade de conteúdo e a possibilidade de jogar o clássico em um console portátil.
Prós: grande liberdade de exploração; ampla variedade de missões, atividades e estilos de personagem.
Contras: combate e animações envelhecidos; narrativa principal menos aprofundada que a de The Witcher 3.
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Fonte: Tech Tudo