
Um homem de 28 anos morreu após uma intervenção policial registrada na tarde deste sábado (29), no loteamento Bem Morar I, em Xanxerê. A ocorrência aconteceu por volta das 16h40 e envolveu equipes do 30º Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (30º BPM/Fron), incluindo uma guarnição de Radiopatrulha e o Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT).
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), a guarnição foi acionada após uma ligação informar que havia um homem supostamente armado e realizando ameaças em frente a uma residência. Uma equipe de Radiopatrulha que estava nas proximidades iniciou o atendimento.
No local, os policiais encontraram um homem de 28 anos, que mantinha uma das mãos na região da cintura, por baixo da camiseta. Conforme a PMSC, foram dadas reiteradas ordens para que ele retirasse as mãos da cintura, colocasse-as sobre a cabeça e se rendesse, mas as determinações não foram acatadas.
Diante da situação, foi solicitado apoio do Pelotão de Patrulhamento Tático. Com a chegada da equipe, os policiais deram continuidade às tentativas de verbalização e de rendição.
Ainda conforme o relato da Polícia Militar, o homem passou a caminhar para trás, em direção a uma residência localizada nos fundos do terreno, mantendo a mão sob a camiseta, na região da cintura. Em determinado momento, ele teria realizado um movimento brusco interpretado pelos policiais como típico de saque de arma de fogo.
Diante da percepção de ameaça à integridade física das equipes, foram efetuados disparos, que atingiram o homem.
Logo após a intervenção, o atendimento de emergência foi acionado. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) esteve no local e constatou o óbito.
Na sequência, a Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas para os procedimentos legais e periciais. Durante os trabalhos realizados posteriormente pela Polícia Científica, foi constatado que o objeto que o homem mantinha na região da cintura era, na realidade, um aparelho celular.
Relato de ex-companheira
Após a intervenção, os policiais fizeram contato com uma mulher de 22 anos, que relatou ter mantido um relacionamento com o homem por aproximadamente seis meses e que havia terminado a relação recentemente.
De acordo com o relato apresentado à polícia, episódios de agressividade, ameaças e comportamento possessivo fizeram com que ela deixasse a própria residência e passasse a permanecer na casa de familiares, por temer pela sua segurança.
Familiares também relataram aos policiais que, naquela tarde, o homem teria ido até a frente da residência à procura da mulher. Segundo os relatos, ele teria afirmado que estava armado e que poderia fazer uma “grande besteira”.
Ainda conforme os familiares, o homem permaneceu com a mão na região da cintura e não teria acatado as reiteradas determinações feitas pelas equipes policiais para que se rendesse.
Ligação para a Polícia teria partido do próprio homem
Durante as diligências, a Polícia Militar verificou que a ligação inicial feita à Central da corporação, informando sobre a presença de um homem armado no local, partiu do telefone do próprio homem posteriormente envolvido na intervenção.
A PMSC informou também que foram obtidos vídeos e áudios de moradores das proximidades. Os materiais foram anexados aos procedimentos e deverão auxiliar na apuração das circunstâncias da ocorrência.
Em consulta aos sistemas policiais, foram localizados registros anteriores envolvendo o homem. Entre eles, estão ocorrências relacionadas a ameaça, lesão corporal, dano, disparo de arma de fogo e furto, além de outros registros policiais.
Celulares são apreendidos
Durante os procedimentos, dois aparelhos celulares encontrados no veículo utilizado pelo homem foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil. Segundo a PMSC, os equipamentos poderão contribuir para a apuração dos fatos.
O veículo utilizado pelo homem, uma quantia de R$ 469,00 e os demais pertences foram entregues a um familiar.
A ocorrência foi registrada e encaminhada aos órgãos competentes. Conforme a Polícia Militar, foram adotadas as providências de Polícia Militar Judiciária e os demais procedimentos necessários para a apuração das circunstâncias da intervenção policial.
Em nota, a PMSC reiterou seu compromisso com a legalidade, a transparência e a preservação da ordem pública, afirmando que todas as ações são conduzidas dentro dos parâmetros legais e com foco na proteção da sociedade catarinense.
Fonte: Rede Princesa