Um brasileiro de 41 anos que atuava como soldado na região de Donbas, na Ucrânia, morreu vítima de um ataque de drone no dia em que completava mais um ano de vida. A informação foi confirmada por familiares nesta semana, após relatos de outros combatentes brasileiros que estavam no front de batalha ao lado dele.
Natural de Gravataí, no Rio Grande do Sul, o homem havia retornado ao país do Leste Europeu no início do ano. Ele buscava melhores condições financeiras para arcar com os custos médicos da filha de 5 anos, diagnosticada com transtorno do espectro autista. A viagem, no entanto, foi feita às escondidas da família, que desaprovava a decisão devido aos riscos extremos do conflito armada contra a Rússia.
A dinâmica do ataque e a busca pelo corpo
De acordo com os relatos repassados à esposa, o ataque ocorreu no dia 24 de agosto. O brasileiro estava em um bunker e chegou a avisar que procuraria um abrigo seguro antes de perder o contato definitivo. Colegas de farda informaram o óbito dias depois.
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A família agora enfrenta dificuldades burocráticas e logísticas para tentar resgatar o corpo. Entre os principais desafios apontados pelos familiares, destacam-se:
- A alta periculosidade da zona de combate em Donbas, que impede o acesso imediato ao local do impacto;
- A falta de canais de comunicação diretos e ágeis com representações diplomáticas no exterior;
- Dificuldades no acesso a valores prometidos por contratos de alistamento militar internacional;
- A angústia de gerenciar a situação diante de familiares que ainda não compreendem a tragédia.
O apelo às autoridades e o impacto familiar
Diante da ausência de um posicionamento oficial inicial do Ministério das Relações Exteriores, os familiares acionaram órgãos governamentais por meio de medidas jurídicas para obter suporte diplomático. O objetivo principal é garantir o traslado do corpo de volta ao solo brasileiro para os ritos fúnebres.
No Rio Grande do Sul, a família enfrenta agora a dor da perda e a angústia diante de tudo o que aconteceu. No dia do aniversário do pai, a filha mais nova havia enviado um vídeo de parabéns. A resposta, porém, nunca chegou. Um gesto simples, que deveria marcar uma data de comemoração, acabou se transformando em uma das lembranças mais dolorosas para a família.
FONTE/CRÉDITOS: G1 RS
Fonte: Quentuchas

