A 21ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou formalmente uma mulher pelo crime de maus-tratos a animais em Joinville, SC, após uma cadela de apenas três meses de vida ingerir cerca de 55 pedras de crack em uma residência localizada no bairro Jarivatuba. A conduta omissa e negligente da investigada submeteu o animal a lesões severas e risco iminente de morte, resultando ainda em uma acusação simultânea por tráfico de drogas.
Atuação do Ministério Público e penalidades
Na ação judicial apresentada pela promotora Simone Cristina Schultz, o MPSC requer não apenas a condenação criminal pelos maus-tratos, mas também a perda definitiva da guarda do animal. Além disso, o órgão ministerial solicitou a fixação de uma indenização mínima no valor de R$ 38.362,02 para ressarcir despesas médicas e reparar os danos causados.
A investigação aponta que a ex-tutora utilizava a cadela, batizada de Antonieta, de forma cruel para ocultar os entorpecentes em seu imóvel. O crime foi descoberto quando veterinários de uma clínica de emergência constataram a presença do material ilícito dentro do organismo do filhote e acionaram as autoridades policiais.
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Detalhes do atendimento e apreensão de substâncias
Durante o procedimento médico de urgência, os profissionais da saúde animal conseguiram identificar e retirar dezenas de porções da substância do sistema digestivo da cadela. As autoridades policiais constataram as seguintes irregularidades no local e no estado de saúde do animal:
- Presença de entorpecentes: Foram retiradas 48 pedras de crack presas no estômago do filhote, totalizando cerca de 55 porções ingeridas.
- Apreensão na residência: A acusada confessou que mantinha mais 16 gramas de cocaína guardadas na casa com a finalidade de comercialização.
- Sintomas graves: A ingestão maciça da droga causou convulsões, parada respiratória e necessidade imediata de internação em unidade de terapia intensiva.

Recuperação médica e adoção responsável
Apesar do quadro clínico extremamente grave e do intenso sofrimento físico enfrentado, Antonieta respondeu positivamente ao tratamento intensivo na UTI veterinária e alcançou a recuperação completa. A história da cachorrinha mobilizou os profissionais envolvidos no atendimento policial e médico do caso.
Após receber alta médica, o filhote ganhou um novo recomeço ao ser adotado pelo próprio policial militar que participou da ocorrência e efetuou a prisão em flagrante da antiga proprietária. Agora, o animal vive em um ambiente seguro, livre do perigo de substâncias nocivas e sob cuidados adequados de uma nova família.
FONTE/CRÉDITOS: Jornal Razão
Fonte: Quentuchas

