O governo federal avalia realizar ajustes nas regras do Programa Move Brasil para aumentar a adesão de instituições financeiras privadas e expandir a oferta de crédito. A informação foi confirmada nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, após reunião de balanço econômico no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo principal é facilitar a verificação de renda dos trabalhadores e impulsionar o financiamento de veículos.
Reformulação do crédito e integração de plataformas
Em vigor desde o final de julho, a iniciativa oferece linhas de financiamento com juros reduzidos para taxistas e motoristas de aplicativo. A proposta abrange a compra de automóveis novos de até R$ 150 mil, além de modelos seminovos, motocicletas e bicicletas. Contudo, a participação das instituições financeiras privadas tem ficado abaixo das expectativas iniciais formuladas pela equipe econômica.
Enquanto bancos públicos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil lideram as concessões de crédito, o Ministério da Fazenda busca entender as resistências do setor privado. Entre as soluções em análise está o aprimoramento tecnológico para integração direta com as plataformas digitais de transporte, simplificando o repasse de informações sobre os rendimentos dos trabalhadores do setor.
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Principais modalidades de crédito avaliadas
A reestruturação em discussão pretende diversificar a concessão de recursos para os motoristas e trabalhadores da mobilidade urbana. As opções disponíveis no programa contemplam:
- Carros novos: financiamento focado em veículos de até R$ 150 mil com taxas subsidiadas;
- Veículos seminovos: crédito facilitado para renovação e manutenção da frota existente;
- Mobilidade alternativa: recursos destinados à aquisição de motocicletas e bicicletas operacionais.
Balanço econômico e diplomacia comercial
Durante a reunião no Alvorada, os ministros também analisaram os resultados de outras iniciativas de crédito recentes, como o Programa Desenrola e linhas voltadas para os setores de caminhões e ônibus. As medidas buscam garantir sustentabilidade financeira às empresas e trabalhadores autônomos em todo o país.
Paralelamente, o governo tratou das negociações comerciais com os Estados Unidos. O Ministério da Fazenda destacou que a aplicação recente da Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/2025) não deve prejudicar o diálogo diplomático entre as duas nações, servindo como instrumento cauteloso de defesa comercial. O governo também estuda ampliar incentivos fiscais, como o regime de drawback, no âmbito do programa Brasil Soberano para apoiar os exportadores afetados.
FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
Fonte: Quentuchas

