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Samsung supera Apple enquanto o mercado de smartphones despenca

A Samsung retomou a liderança do mercado global de smartphones e voltou a ser a fabricante que mais vende celulares no mundo, de acordo com o mais recente relatório da Counterpoint Research. Após perder a primeira colocação para a Apple em abril deste ano, a sul-coreana recuperou o posto ao encerrar o segundo trimestre de […]




A Samsung retomou a liderança do mercado global de smartphones e voltou a ser a fabricante que mais vende celulares no mundo, de acordo com o mais recente relatório da Counterpoint Research. Após perder a primeira colocação para a Apple em abril deste ano, a sul-coreana recuperou o posto ao encerrar o segundo trimestre de 2026 com 24% de participação no mercado mundial. Além de reassumir a liderança, a empresa registrou o maior crescimento entre as cinco principais fabricantes do setor, superando rivais como Apple, Xiaomi, OPPO e vivo.
O desempenho da Samsung ocorre em um cenário desafiador para a indústria de smartphones. Segundo a Counterpoint, as remessas globais recuaram 11% na comparação com o mesmo período de 2025, alcançando o menor volume para um segundo trimestre desde 2013. O levantamento atribui a retração, principalmente, ao agravamento da escassez de memória, fator que afetou a oferta de dispositivos e pressionou o mercado mesmo diante do avanço registrado pela fabricante sul-coreana.
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Ana Letícia Loubak/TechTudo
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Samsung cresce com Galaxy S26, Apple mantém força e rivais chinesas perdem ritmo
Segundo a Counterpoint Research, a participação de 24% alcançada pela Samsung no mercado global de smartphones foi impulsionada principalmente pelo desempenho consistente da fabricante em regiões estratégicas, como Índia e Oriente Médio. A empresa se beneficiou de uma maior disponibilidade de aparelhos, de uma política de preços mais estável em meio às pressões do mercado e de campanhas promocionais mais agressivas durante o verão.
Outro fator decisivo para a expansão foi a linha Galaxy S26, especialmente o Galaxy S26 Ultra. O celular mais avançado da linha apresentou forte demanda graças ao interesse dos consumidores por recursos avançados, como a tela com tecnologia de privacidade.
A Apple também apresentou resultados positivos no trimestre. As remessas de iPhones cresceram 3% em relação ao mesmo período do ano anterior, elevando a participação da companhia para um recorde de 20% no mercado mundial. A empresa foi a única entre as grandes fabricantes a evitar reajustes de preços em seus smartphones durante o período, estratégia que contribuiu para sustentar a demanda. O desempenho manteve a sequência de crescimento anual da marca, impulsionada principalmente pela força da linha iPhone 17, que permaneceu como a família de aparelhos mais vendida globalmente, além da procura consistente em mercados considerados estratégicos.
Entre as principais marcas chinesas, Xiaomi registra maior retração, com participação de mercado caindo de 14% para 12% em relação a 2025
Ana Letícia Loubak/TechTudo
Em contrapartida, as fabricantes chinesas Xiaomi, OPPO e vivo enfrentaram um cenário mais adverso no segundo trimestre de 2026, com quedas de até dois dígitos nas remessas em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo a análise da Counterpoint, o aumento da volatilidade no setor, provocado pela elevação dos custos de memória, afetou principalmente os segmentos de entrada e intermediário, mais sensíveis a variações de preço. A pressão sobre componentes e a redução do poder de compra dos consumidores limitaram o desempenho dessas marcas.
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Mercado de smartphones enfrenta pior cenário em mais de uma década diante da escassez de memória
Apesar do bom desempenho de gigantes como Samsung e Apple no mercado global de smartphones, o setor como um todo atravessa um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos. Segundo estimativas preliminares da Counterpoint Research, as remessas mundiais de celulares recuaram 11% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo o menor nível registrado para um segundo trimestre desde 2013. A principal causa desse enfraquecimento foi o agravamento da escassez de memória, que passou a ser um dos maiores obstáculos para a indústria.
O problema está relacionado ao aumento contínuo dos custos de componentes essenciais, como memórias DRAM e NAND, que ficaram mais caras ao longo do trimestre. De acordo com a análise da Counterpoint, os fornecedores desses componentes têm priorizado a crescente demanda de data centers voltados à IA, o que reduz a disponibilidade para o mercado de eletrônicos de consumo. Como consequência, fabricantes de smartphones precisaram repassar parte desse aumento de custos aos consumidores, elevando os preços dos aparelhos, especialmente nos segmentos de entrada e intermediário, que são justamente os mais sensíveis a variações de preço.
Escassez de memória RAM, apontada desde o fim de 2025, deve continuar pressionando o mercado mobile até 2027, segundo a Counterpoint Research
Reprodução/Google
Dados preliminares de participação no mercado global das cinco principais fabricantes de smartphones
Participação global das principais marcas de smartphones
Com informações de Counterpoint Research



Fonte: Tech Tudo

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