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Caso Oliver: irmãos de menino morto em Viamão permanecem em abrigo após relatos de violência

Os quatro irmãos de Oliver Golden Grayson, o menino de três anos brutalmente assassinado em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, seguem acolhidos em um abrigo da rede de proteção. A medida foi tomada após a morte de Oliver e diante de relatórios do Conselho Tutelar que apontam um histórico de agressões sofridas pelas […]


Os quatro irmãos de Oliver Golden Grayson, o menino de três anos brutalmente assassinado em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, seguem acolhidos em um abrigo da rede de proteção. A medida foi tomada após a morte de Oliver e diante de relatórios do Conselho Tutelar que apontam um histórico de agressões sofridas pelas crianças por parte dos pais. O missionário norte-americano D. J. G. e M. A. R., pai e mãe dos menores, permanecem presos preventivamente, com o pai confessando ter espancado Oliver até a morte.

As crianças foram encaminhadas para o acolhimento institucional logo após a internação de Oliver. Os pais foram detidos em 5 e 9 de julho de 2026, respectivamente, e estão sob prisão preventiva.

Acolhimento e denúncias de maus-tratos

Relatórios do Conselho Tutelar enviados à Justiça na última semana apontaram que os quatro irmãos, com idades entre 1 e 9 anos, também eram vítimas de violência. Exames periciais constataram diversas lesões nos menores, corroborando os relatos.

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Entre as denúncias, destacam-se:

  • Um dos meninos atribuiu marcas de mordidas pelo corpo ao pai, afirmando: “Aquilo ali é a mordida que o pai dá. Ele morde a gente”.
  • A mesma criança demonstrava temor em relação ao genitor e tentava impedir que os irmãos mostrassem os machucados.
  • As irmãs de Oliver relataram espontaneamente ao Conselho Tutelar que a mãe utilizava agressões físicas como forma de disciplina.

Relembrando o caso Oliver

D. J. G. está preso desde 5 de julho. Ele confessou à Polícia Civil ter agredido Oliver com socos no peito e abdômen, além de ter batido a cabeça do menino no chão. A motivação chocante, segundo seu depoimento, foi o fato de a criança não lhe ter dado “bom dia”.

Oliver morreu no dia 8 de julho, após ficar internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Pronto Socorro (HPS) da capital. O crime aconteceu no distrito de Águas Claras, em Viamão, onde a família residia.

Prisão da mãe e histórico familiar

A mãe, M. A. R. foi presa preventivamente no dia 9 de julho por omissão. A defesa da mulher alega, em nota, que ela é vítima e estava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica. M. possui dupla cidadania, tendo nascido no Japão e com pais norte-americanos.

A família morava em Viamão há cerca de oito meses. O histórico de suspeitas de maus-tratos envolvendo o núcleo familiar já havia sido monitorado anteriormente pelas redes de proteção em outros estados, como São Paulo e Santa Catarina, indicando um padrão preocupante de violência doméstica.