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Missão humanitária brasileira é enviada à Venezuela após terremotos devastadores

Uma missão humanitária brasileira, composta por 44 profissionais e 12 toneladas de equipamentos, tem previsão de chegada à Venezuela na noite desta sexta-feira (26) para apoiar o país, severamente atingido por dois fortes terremotos. A equipe, transportada por uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), aterrissará na cidade de Maracay após decolar de São […]


Uma missão humanitária brasileira, composta por 44 profissionais e 12 toneladas de equipamentos, tem previsão de chegada à Venezuela na noite desta sexta-feira (26) para apoiar o país, severamente atingido por dois fortes terremotos. A equipe, transportada por uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), aterrissará na cidade de Maracay após decolar de São Paulo e fazer uma parada técnica em Boa Vista, Roraima.

O papel crucial do transporte aéreo

O major Anderson Dias, comandante da aeronave, destacou a importância do modal aéreo em situações de crise. “O aéreo é um modal que se sobrepõe a esse tipo de dificuldade. Então, quando a gente tem problemas de fluxo logístico, o modal aéreo é uma solução”, explicou à imprensa antes da decolagem na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos.

A aeronave KC-390 Millennium é conhecida por sua versatilidade em cenários complexos. Já foi utilizada em diversas operações, incluindo:

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  • Resgate de brasileiros em áreas de conflito, como na guerra da Ucrânia.
  • Missões de combate a incêndios em voo.
  • Transporte crucial de oxigênio durante a pandemia de COVID-19.

Contexto da catástrofe e perdas brasileiras

A Venezuela foi abalada por pelo menos dois fortes terremotos na noite de quarta-feira (24). O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou um tremor de magnitude 7,2 seguido, menos de um minuto depois, por outro de magnitude 7,5 na escala Richter, o mais forte desde 1900 no país.

A catástrofe resultou em mais de 40 mil desaparecidos. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou, nesta quinta-feira (25), o falecimento de dois cidadãos brasileiros – uma mulher e um homem – em decorrência dos tremores, informando que está prestando assistência consular às famílias das vítimas.

Em resposta à crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia prometido à presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, o envio de “tudo o que for necessário”, incluindo água, bombeiros, defesa civil, comida e remédios.

Equipe experiente e autossuficiente

Parte significativa da missão humanitária brasileira é composta por profissionais do estado de São Paulo. A capitã Karoline, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, detalhou a composição:

  • 11 bombeiros.
  • 2 médicos do Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM).
  • 1 integrante da Defesa Civil.
  • 2 cães de busca e salvamento.

Essa equipe possui experiência prévia em desastres semelhantes, tendo atuado em cenários como na Turquia e, mais recentemente, no Rio Grande do Sul. “É uma equipe que está indo para dar essa primeira resposta, porque quanto mais rápido chegar, maior é a probabilidade de a gente achar pessoas com vida”, afirmou a capitã.

Um aspecto crucial da operação é a autossuficiência da força humanitária brasileira. A equipe leva todo o material necessário para permanecer no local por, a princípio, 15 dias, sem depender das autoridades venezuelanas para hospedagem ou suprimentos básicos. “O Brasil está indo autossuficiente, o que significa que ele não precisa ser mais um problema para o país, a gente está indo com todo o material para permanecer lá os 15 dias, a princípio, de forma totalmente autônoma. Ou seja, a gente vai de fato para ajudar esse país”, concluiu a capitã Karoline.