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Ocorrências com fogueiras crescem 61% em Santa Catarina e bombeiros reforçam alerta para festas juninas

O número de ocorrências envolvendo fogueiras em Santa Catarina aumentou 61% nos últimos dois anos, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC). Com a chegada das festas juninas, a corporação reforça os cuidados para evitar queimaduras, incêndios e outros acidentes relacionados à tradição.Em 2023, foram registradas 31 ocorrências envolvendo fogueiras no […]




O número de ocorrências envolvendo fogueiras em Santa Catarina aumentou 61% nos últimos dois anos, segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC). Com a chegada das festas juninas, a corporação reforça os cuidados para evitar queimaduras, incêndios e outros acidentes relacionados à tradição.
Em 2023, foram registradas 31 ocorrências envolvendo fogueiras no estado. Em 2024, o número subiu para 33. Já em 2025, foram atendidos 50 casos, o maior número do período analisado. Embora os registros sejam contabilizados ao longo de todo o ano, os meses de junho e julho concentram a maior parte das ocorrências devido às comemorações juninas.
Além do crescimento dos atendimentos, os bombeiros chamam atenção para os riscos à saúde. De acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras, cerca de um milhão de pessoas sofrem queimaduras todos os anos no país. Desses casos, milhares exigem internação hospitalar e cerca de três mil pessoas morrem em decorrência das lesões.
Para evitar acidentes, o Corpo de Bombeiros orienta que a fogueira seja montada longe de casas, vegetação, redes elétricas e outros materiais que possam pegar fogo. A distância mínima recomendada deve ser de uma vez e meia a altura da própria fogueira. Na prática, uma fogueira de dois metros de altura, por exemplo, deve ficar a pelo menos três metros de qualquer construção ou obstáculo.
Outra orientação importante é que a fogueira seja acesa pela parte superior da pilha de madeira, e não pela base. Segundo os bombeiros, isso ajuda a manter a estrutura mais estável e reduz o risco de espalhar brasas.
A corporação também alerta que é proibido jogar bombinhas, rojões ou outros fogos de artifício dentro da fogueira. A prática pode lançar brasas e fragmentos em várias direções, aumentando o risco de queimaduras e incêndios.
Antes de montar a fogueira, os bombeiros recomendam espalhar uma camada de areia no chão. A medida ajuda a evitar que o calor atinja raízes e vegetação sob a superfície, reduzindo o risco de o fogo reaparecer horas depois.
Após o término da festa, é fundamental apagar completamente as brasas. A orientação é jogar bastante água sobre a madeira queimada, mexer as cinzas e repetir o processo até que não haja mais fumaça, calor ou qualquer sinal de combustão.
Entre os principais cuidados estão evitar o uso de álcool, gasolina, querosene ou outros líquidos inflamáveis para acender o fogo, manter baldes com água ou areia por perto, não acender fogueiras em dias de vento forte e manter crianças e animais afastados da área. Os bombeiros também recomendam que pessoas que tenham consumido bebidas alcoólicas não acendam nem manuseiem fogueiras.



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