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SC tem as duas cidades menos violentas do Brasil; Nordeste tem 17 das 20 mais perigosas

Santa Catarina abriga as duas cidades menos violentas do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes. Jaraguá do Sul registrou taxa de apenas 2,0 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, e Brusque aparece logo atrás, com 2,6. Os dados são do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto […]


Santa Catarina abriga as duas cidades menos violentas do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes. Jaraguá do Sul registrou taxa de apenas 2,0 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, e Brusque aparece logo atrás, com 2,6. Os dados são do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).


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O levantamento, que reúne dados referentes ao ano de 2024, confirma o estado catarinense como referência nacional em segurança pública. Santa Catarina registrou taxa oficial de 8,1 homicídios por 100 mil habitantes, o segundo menor índice do país, atrás apenas de São Paulo, que teve 6,6.

Florianópolis lidera entre as capitais

Entre as 27 capitais brasileiras avaliadas pelo Atlas, Florianópolis aparece como a mais segura do país, com taxa estimada de 9,7 homicídios por 100 mil habitantes. Na sequência estão Brasília (10,9), Curitiba (13,2), Goiânia (14,7) e São Paulo (15,3).

Na outra ponta, Salvador registrou 52,7 homicídios por 100 mil habitantes, taxa 5,4 vezes maior que a da capital catarinense. Maceió (45,9), Macapá (45,6), Recife (45,5) e Fortaleza (42,2) completam a lista das capitais mais violentas.

Nordeste concentra a violência

O Atlas da Violência 2026 revela um abismo regional na segurança pública brasileira. Das 20 cidades mais violentas do país entre municípios com mais de 100 mil habitantes, 17 estão localizadas no Nordeste. Maranguape, na região metropolitana de Fortaleza (CE), lidera o ranking nacional com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes, seguida por Jequié (BA), com 79,4, Maracanaú (CE), com 74,1, e Itapipoca (CE), com 74,0.

Para efeito de comparação, a taxa de Maranguape é 43 vezes maior que a de Jaraguá do Sul. A Bahia, sozinha, tem 10 das 20 cidades mais violentas do país e registrou 6.061 mortes violentas em 2024, com taxa de 40,9 por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional.

Perfil político das prefeituras

O levantamento dos prefeitos eleitos em 2024 nas cidades do ranking revela um contraste político expressivo. Das 20 cidades mais seguras do país, 7 são governadas pelo PL, 6 pelo PSD e nenhuma pelo PT. Já entre as 20 mais violentas, o União Brasil governa 9 municípios, o PT governa 2 e o PL aparece em apenas 1.

No recorte por estados, o padrão se repete. Os cinco estados menos violentos do Brasil são governados por partidos de centro-direita ou direita: São Paulo (Republicanos), Santa Catarina (PL), Distrito Federal (MDB), Minas Gerais (Novo) e Rio Grande do Sul (PSD). Entre os cinco mais violentos, o PT governa dois: Bahia e Ceará. Amapá é governado pelo União Brasil, Alagoas pelo MDB e Pernambuco pelo PSD.

Queda consistente em SC

O estudo destaca que Santa Catarina é um dos três únicos estados brasileiros, ao lado do Distrito Federal e de Goiás, que conseguiram manter reduções anuais consecutivas na taxa de homicídios entre 2019 e 2024.

As 20 cidades menos violentas do Brasil estão concentradas exclusivamente nas regiões Sul e Sudeste, sendo 12 em São Paulo, 4 em Santa Catarina, 2 em Minas Gerais e 1 no Paraná. Além de Jaraguá do Sul e Brusque, Tubarão e Blumenau também aparecem entre as 20 mais seguras do país.

Brasil tem menor taxa da série histórica

No panorama nacional, o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, o equivalente a 20,1 mortes por 100 mil habitantes. O número representa uma queda de 7,4% na taxa em comparação com 2023 e consolida o menor patamar de letalidade desde 2014, quando a série histórica do estudo teve início.

Conforme o Ipea, os maiores índices estaduais foram registrados em Amapá (45,7), Bahia (40,9), Pernambuco (37,3), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3). Os menores ficaram com São Paulo (6,6), Santa Catarina (8,1), Distrito Federal (10,3), Minas Gerais (12,8) e Rio Grande do Sul (15,2).



Fonte: Jornal Razão

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