Um sogro acusado de mandar matar o próprio genro e outras três pessoas apontadas como executoras do crime serão julgados pelo Tribunal do Júri na próxima quinta-feira (28), em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina. O homicídio aconteceu em maio de 2016, no município de Modelo, e, segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), teria sido motivado por desentendimentos familiares, societários e financeiros.
Clique e receba notícias do Jornal Razão em seu WhatsApp: Entrar no grupo
De acordo com a denúncia apresentada pela Promotoria de Justiça da Comarca de Modelo, o crime ocorreu na noite de 30 de maio de 2016, às margens da SC-160, nas proximidades do Centro de Tradições Gaúchas (CTG). Conforme o MPSC, os denunciados agiram de forma planejada e em conjunto para atrair e matar a vítima com golpes na cabeça utilizando um instrumento contundente.
Ainda segundo a investigação, um dos acusados telefonou para a vítima por volta das 17h45 daquele dia. O contato teria sido feito sob o falso pretexto de solicitar um orçamento para a instalação de gramado em uma subestação de energia elétrica, alegando urgência no serviço. A vítima então teria seguido até o local indicado.
Segundo o Ministério Público, ao chegar ao ponto combinado, o homem foi surpreendido pelos acusados em uma emboscada e executado a mando do sogro. A denúncia aponta que o suposto mandante teria prometido entre R$ 50 mil e R$ 70 mil para os executores realizarem o crime.
Após o homicídio, os denunciados também teriam ocultado o corpo da vítima em uma área às margens da rodovia SC-160, na Linha Doze de Novembro, zona rural de Campo Erê. O cadáver só foi encontrado em 20 de junho de 2016, já em avançado estado de decomposição.
O Ministério Público informou ainda que um dos envolvidos também é acusado de furtar o telefone celular da vítima após o assassinato.
Os quatro réus vão responder por homicídio qualificado por motivo torpe, promessa de recompensa, uso de dissimulação e emboscada, além de ocultação de cadáver. Um deles também responde pelo crime de furto.
A sessão do Tribunal do Júri está marcada para começar às 8h30 e será realizada no salão do júri da Comarca de Pinhalzinho, escolhido por possuir estrutura considerada adequada para o julgamento. Um dos réus permanece preso preventivamente, enquanto os demais respondem ao processo em liberdade.
Fonte: Jornal Razão