Santa Catarina entrou no grupo das melhores do país em qualidade de vida. Conforme o IPS Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira, dia 20 de maio, a cidade de Luzerna, no Meio-Oeste catarinense, ficou em 9º lugar entre os 5.570 municípios avaliados no Brasil, com nota 71,10 em uma escala de zero a 100. Foi a única cidade de Santa Catarina entre as dez melhores do país.
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O levantamento é desenvolvido pelo instituto Imazon em parceria com a Fundação Avina, a iniciativa Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e o Social Progress Imperative. O estudo avaliou todos os municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, com dados de órgãos oficiais como IBGE, DataSUS e Inep. A média nacional ficou em 63,40 pontos.
Não é questão de tamanho
Com pouco mais de 5,9 mil habitantes, Luzerna superou capitais e grandes centros, mas o resultado não tem relação com o porte da cidade. O índice mede taxas e percentuais que valem para qualquer município, como o nível de saneamento, a qualidade da educação, a expectativa de vida e a mortalidade por mil habitantes, e não o tamanho da população nem a riqueza local. Na prática, o que entra na conta é a qualidade dos serviços entregues a cada morador.
Entre os pontos fortes do município estão a educação, a saúde e a segurança. Luzerna é a cidade com melhor qualidade de vida de toda Santa Catarina, à frente de Florianópolis, Joinville, Blumenau e Balneário Camboriú.
A capital também se destacou
Entre as 27 capitais do país, a líder nacional foi Curitiba, no Paraná. Florianópolis ficou em 8º lugar, manteve a mesma posição do ano passado e ainda melhorou a nota, que subiu de 67,91 para 68,73 pontos.
No recorte por estados, Santa Catarina é o 3º melhor do Brasil, com 65,58 pontos, atrás apenas do Distrito Federal e de São Paulo. Na outra ponta, as piores notas entre os estados ficaram com Pará, Maranhão e Acre. Entre as cidades, a pior avaliada do país foi Uiramutã, em Roraima.
O que o ranking mede
O Índice de Progresso Social avalia a capacidade de uma cidade de atender às necessidades básicas da população, garantir bem-estar e ampliar oportunidades. O estudo é dividido em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.
Segundo Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil, mesmo as cidades mais bem avaliadas ainda enfrentam desafios.
Apesar do bom desempenho das capitais, todas apresentam sérias dificuldades no componente de inclusão social, com altos índices de violência contra minorias, famílias em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça nas câmaras municipais
O levantamento também apontou avanço nacional. Entre 2025 e 2026, 754 municípios subiram para grupos de melhor desempenho, enquanto o número de cidades nas faixas mais baixas caiu em 500. O IPS Brasil é atualizado a cada ano.
Fonte: Jornal Razão