Em uma iniciativa conjunta de grande impacto, o Hospital Santa Terezinha e o Pelotão Rodoviário de Erechim (PRE) promoveram uma ação de conscientização sobre a doação de órgãos durante o movimento Maio Amarelo. A campanha, realizada em frente ao posto da Polícia Rodoviária Estadual, teve como foco abordar motoristas com materiais educativos e orientações, visando reforçar a importância de salvar vidas, tanto no trânsito quanto por meio da doação.
Consciência no trânsito e solidariedade
A atividade educativa envolveu equipes do Hospital e da PRE, que realizaram abordagens diretas com os condutores. O objetivo foi promover informação, diálogo e reflexão sobre atitudes que podem ter um impacto significativo na preservação da vida.
O 1º Tenente PM Sandro Lazzarin, comandante do Pelotão Rodoviário de Erechim, ressaltou a relevância do Maio Amarelo para a responsabilidade coletiva. “A campanha chama a atenção para atitudes responsáveis e empáticas no trânsito. Nosso trabalho busca conscientizar e preservar vidas diariamente. Neste ano, o tema reforça a importância de enxergar o próximo, promovendo um trânsito mais humano, seguro e respeitoso”, destacou Lazzarin.
Desmistificando a doação de órgãos
A enfermeira Julcimara Ana Pesavento, presidente da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) e responsável pela parceria, enfatizou a importância de aproximar o tema da população. “Muitas famílias ainda têm dúvidas sobre a doação de órgãos. Estar próximo das pessoas, orientando e incentivando o diálogo, é fundamental para aumentar a conscientização”, afirmou Pesavento, sublinhando que a união com instituições como a PRE amplia essa mensagem.
Rafael Ayub, diretor executivo do Hospital Santa Terezinha, complementou que a campanha vai além da conscientização, buscando fortalecer a cultura da doação na comunidade. “A doação de órgãos é um ato de solidariedade que pode transformar e salvar muitas vidas. Por isso, ações como essa são fundamentais para aproximar o tema da população, esclarecer dúvidas e incentivar o diálogo dentro das famílias”, declarou Ayub.
A iniciativa integra as ações do Maio Amarelo, um movimento mundial dedicado à redução de acidentes de trânsito, reforçando o compromisso das instituições com a educação, prevenção e o cuidado com a vida.
Como se tornar um doador de órgãos
Tornar-se um doador de órgãos é um processo que depende principalmente da comunicação familiar. No Brasil, a autorização dos familiares é indispensável para a doação após a confirmação da morte encefálica, mesmo que a pessoa tenha manifestado seu desejo em vida.
- Um único doador pode salvar até oito vidas através da doação de órgãos e beneficiar muitas outras com a doação de tecidos, como córneas, pele e ossos.
- A doação pode ocorrer em vida em casos específicos, como a doação de um rim, parte do fígado, medula óssea ou parte do pulmão.
- A doação após a morte só é possível após a confirmação da morte encefálica, seguindo protocolos rigorosos e avaliação de dois médicos independentes.
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