Cansados de conviver com o medo e com as constantes tragédias na BR-282, moradores da Vila Pouso dos Tropeiros (CTG), em Ponte Serrada, no Oeste Catarinense, irão realizar uma manifestação pública na próxima segunda-feira (18). O ato está marcado para as 13 horas, na entrada da comunidade, às margens da rodovia, e deve reunir moradores, familiares de vítimas e apoiadores da causa.
Clique e receba notícias do Jornal Razão em seu WhatsApp: Entrar no grupo
O movimento surge após mais um acidente fatal registrado no trecho. Há duas semanas, um motociclista de apenas 19 anos morreu ainda no local após uma colisão. Uma mulher de 44 anos, que também se envolveu no acidente, não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois no hospital.
Mais do que um protesto, a mobilização pretende ser um momento de homenagem às vítimas que perderam a vida no km 256 da BR-282 nos últimos anos, um trecho que moradores classificam como perigoso e marcado pela falta de segurança.
Organizada pela Sociedade Comunitária de Habitação Popular Renovação, a manifestação quer chamar a atenção das autoridades para a urgência de melhorias no acesso à Vila Pouso dos Tropeiros, uma das maiores comunidades de Ponte Serrada.
“Chega de perdas na BR-282” e “Não podemos mais aceitar o silêncio diante de tantas tragédias” estão entre as mensagens defendidas pelos organizadores.
Em nota divulgada pela associação, os moradores reforçam que as vítimas não podem ser tratadas apenas como estatísticas.
“No km 256 da BR-282, na entrada da Vila Pouso dos Tropeiros, cada marca no asfalto conta uma história interrompida. Não são apenas números em um boletim da PRF. Não são apenas vítimas de acidente. São pais, mães, filhos e trabalhadores que não voltaram para casa”, destaca um trecho do texto.
A comunidade também critica a demora para a implantação de melhorias no local, especialmente a construção de um acesso mais seguro.
“Enquanto o trevo não sai do papel, o km 256 continua cobrando seu preço. E o preço é sempre o mesmo: vidas”, diz outro trecho da nota.
O comunicado termina com um apelo emocionado às autoridades:
“Quantas famílias mais precisarão ser destruídas para que um acesso seguro deixe de ser promessa e vire realidade?”
Fonte: Jornal Razão