O jovem encontrado morto no Rio Itajaí-Mirim, em Brusque, na manhã da última segunda-feira (11), foi identificado como Leonardo de Amaral, conhecido nas ruas e nas redes sociais como “Léo Chavoso“. Natural de Chapecó, no Oeste catarinense, ele morava em Brusque havia vários anos, vivia em situação de rua e acumulava mais de 35 registros policiais ao longo da vida.
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Leonardo de Amaral foi avistado boiando nas águas do Rio Itajaí-Mirim por volta das 9h30, nas proximidades da Academia Viva, no bairro Santa Terezinha. O Corpo de Bombeiros foi acionado e acompanhou o corpo, que descia pela correnteza, até conseguir realizar o resgate nas imediações da Unifebe. Imagens da ação mostram o momento em que um mergulhador entra na água para alcançar a vítima. A Polícia Militar de Santa Catarina, por meio do 18º Batalhão, a Polícia Civil e a Polícia Científica estiveram no local. Até o momento, não havia confirmação oficial de sinais visíveis de violência no corpo.
Quem era “Léo Chavoso”

Conhecido por adotar o apelido “Chavoso” nas redes sociais, onde mantinha um perfil com fotos em que ostentava roupas de marca, correntes e relógios chamativos, Leonardo de Amaral tinha um histórico criminal extenso, iniciado ainda na adolescência. As primeiras passagens registradas datam de 2018, quando ele foi apontado em uma investigação por receptação em Brusque.
Em 2021, ainda menor de idade, foi apreendido em uma ocorrência de roubo, também em Brusque. Em 2023, voltou a ser investigado por roubo na mesma cidade. Conforme apurado, a soma de boletins de ocorrência envolvendo Leonardo de Amaral, entre apreensões na adolescência e registros após atingir a maioridade, ultrapassa 35 ocorrências.
Situação de rua e tentativas de acolhimento
Nos anos que antecederam a morte, Leonardo de Amaral foi atendido em diferentes ocasiões pela rede de assistência social do município de Brusque. Conforme apurado, ele chegou a ser acolhido no albergue municipal em dezembro de 2024, em um período em que vivia nas ruas.
A última abordagem registrada pelas equipes da assistência social ocorreu no dia 4 de maio, sete dias antes de o corpo ser localizado. Na ocasião, equipes ofereceram acolhimento tanto a ele quanto a um familiar que também se encontrava em situação de rua, mas ambos recusaram a entrada no serviço. Após esse atendimento, não há registro de novos contatos com a rede de assistência até o dia em que o corpo foi encontrado no rio.
O resgate
A ocorrência mobilizou três forças de segurança e perícia. O Corpo de Bombeiros realizou o trabalho de retirada do corpo da água, com apoio de um mergulhador. A Polícia Militar isolou a área. A Polícia Científica fez os trabalhos iniciais de coleta de informações no local. A Polícia Civil ficou responsável pela apuração do caso.
Antes da identificação, a Polícia Científica chegou a divulgar um pedido público de ajuda para reconhecer o homem, com base em características físicas e nas roupas que ele vestia. A confirmação do nome veio nos dias seguintes, após procedimentos de identificação realizados pelas autoridades. Leia também: Polícia Científica pede ajuda para identificar homem encontrado morto em rio de Brusque.
Próximos passos
A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte de Leonardo de Amaral, incluindo como ele chegou ao Rio Itajaí-Mirim, há quanto tempo o corpo estava na água e se houve a participação de outras pessoas. A Polícia Científica fará os exames necessários para apontar a causa da morte. Até o momento, não havia confirmação oficial sobre a existência de lesões aparentes ou sinais de violência. O caso segue em investigação.
Fonte: Jornal Razão