As rodovias federais do Rio Grande do Sul receberão em breve um sistema avançado de videomonitoramento que emprega inteligência artificial (IA) para aprimorar a fiscalização de trânsito. A iniciativa da Polícia Rodoviária Federal (PRF) visa identificar diversas infrações, inclusive aquelas observadas no interior dos veículos, mas garante que a decisão sobre qualquer autuação será sempre validada por um agente humano.
Ainda sem definição de quais rodovias serão contempladas, a PRF assegura que a IA funcionará como uma ferramenta de apoio. Não haverá geração automática de multas, e toda autuação dependerá da constatação e validação da infração por um policial responsável.
Como funcionará a nova tecnologia
Os sistemas de videomonitoramento utilizarão a inteligência artificial para gerar alertas para o policial responsável, além de realizar o reconhecimento automático de placas. Essa tecnologia permitirá a identificação de condutas irregulares tanto na condução do veículo quanto dentro do carro.
A PRF reforça que a IA será utilizada “como ferramenta de apoio à fiscalização, sempre com acompanhamento e validação por um policial responsável”. A corporação resumiu que “a decisão sobre eventual autuação é sempre humana”.
Infrações que poderão ser identificadas
Estudos técnicos da PRF apontam que o sistema de radares com IA pode identificar automaticamente diversas infrações relacionadas às normas gerais de circulação e conduta. Entre as infrações que poderão ser detectadas estão:
- Uso do celular ao volante;
- Ausência do uso do cinto de segurança;
- Dirigir com uma mão só;
- Ultrapassagens proibidas;
- Outras condutas associadas a acidentes graves nas rodovias federais.
Imagens das infrações não serão gravadas
A PRF esclareceu que as imagens das infrações não ficarão gravadas. Segundo a corporação, a Resolução Contran nº 909/2022 não estabelece a obrigatoriedade de gravação, arquivamento ou disponibilização automática das imagens das infrações lavradas por videomonitoramento para o condutor.
Apesar disso, todas as autuações seguirão sujeitas aos procedimentos legais de defesa e recurso previstos na legislação de trânsito, garantindo o direito do motorista.
Cronograma de implementação
Após a definição dos locais de instalação pela PRF, que será baseada em critérios técnicos, operacionais e de interesse público, as empresas selecionadas terão um prazo de até 90 dias para instalar os equipamentos.
Multas durante o período de testes
O período de testes da tecnologia terá duração de até 180 dias contínuos a partir do início efetivo da operação da solução completa. É importante ressaltar que, mesmo durante essa fase experimental, se houver constatação da infração por um policial responsável pela fiscalização, poderá ocorrer autuação.
FONTE/CRÉDITOS: G1 RS
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