Um menino de 7 anos se recusou a ir à escola na manhã desta sexta-feira (8) e, ao ser questionado pela mãe, revelou ter sido abusado por dois alunos “grandes” dentro do banheiro de uma escola pública municipal em Guaramirim, no Norte de Santa Catarina.
Clique e receba notícias do Jornal Razão em seu WhatsApp: Entrar no grupo
Conforme o registro feito pela Polícia Militar de Santa Catarina, a mãe da criança procurou o Hospital Jaraguá, em Jaraguá do Sul, após o filho contar o que teria acontecido. A unidade hospitalar acionou a guarnição da PMSC, e o caso foi formalizado em boletim de ocorrência por estupro de vulnerável e lesão corporal leve.
“Não quero ir pra aula”
A mãe relatou aos militares que o menino apresentou forte resistência para ir ao colégio na manhã de sexta-feira. Diante da insistência da criança, ela perguntou o motivo. Foi nesse momento, conforme o relato registrado pela polícia, que o garoto contou o que teria acontecido no dia anterior, quinta-feira (7), dentro do banheiro da Escola de Ensino Fundamental Germano Laffin, na avenida Izídio Carlos Peixer, no bairro Ilha da Figueira, em Guaramirim.
O relato no banheiro
Segundo o que o menino disse à mãe, dois alunos “grandes” o teriam abordado dentro do banheiro da escola. Ainda conforme o relato registrado pela PM, os dois teriam tapado os olhos da criança e a machucado. O garoto teria dito à mãe que “estava doendo por dentro”.
“Estava doendo por dentro.”
No hospital
A mãe levou o filho até o Hospital Jaraguá. Conforme o registro policial, em um primeiro momento foi informado à mãe que havia uma vermelhidão na região anal da criança. No entanto, em informações complementares prestadas à guarnição pela enfermeira-chefe da ala pediátrica, a médica plantonista do hospital, ao avaliar o menino, não constatou lesões visíveis ou vermelhidão no momento do exame. Mesmo assim, ela prescreveu pomada e fez todas as notificações de praxe ao Conselho Tutelar e à Secretaria de Saúde.
Apoio à criança
Ainda conforme as informações repassadas à PM pela equipe do hospital, o menino foi encaminhado ao serviço de assistência social e psicologia da própria unidade hospitalar. Para evitar a revitimização da criança, a guarnição optou por não realizar nova oitiva nem inspeção visual direta no garoto. A mãe foi orientada quanto aos próximos passos.
O caso passa a Guaramirim
Apesar de o atendimento ter sido prestado no Hospital Jaraguá, em Jaraguá do Sul, o suposto abuso teria ocorrido na escola em Guaramirim, na avenida Izídio Carlos Peixer, no bairro Ilha da Figueira. Com isso, a apuração do que teria acontecido caberá à Polícia Civil de Guaramirim.
Conselho Tutelar e perícia
A guarnição também acionou o Conselho Tutelar, que informou que faria o acompanhamento do caso via notificação hospitalar, sem deslocar equipe ao hospital naquele momento, uma vez que a criança estava com a responsável legal e recebendo cuidados médicos. Foi expedida pela polícia uma Guia de Exame Pericial para a Polícia Científica de Santa Catarina, com o objetivo de tentar identificar provas materiais do que teria sido relatado pelo menino. A médica plantonista também forneceu uma declaração formal com tudo o que constatou no atendimento, anexada ao boletim de ocorrência.
O que vem agora
A criança e a mãe foram liberadas ainda no hospital. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar a autoria e as circunstâncias do que teria acontecido dentro da escola. Até o momento, a Escola de Ensino Fundamental Germano Laffin e a Secretaria de Educação de Guaramirim não se manifestaram. A reportagem do Jornal Razão tenta contato com a direção da unidade e com a Secretaria Municipal de Educação para apurar como a escola reagiu ao relato e quais as medidas adotadas.
Fonte: Jornal Razão