A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (7), a 5ª fase da Operação Compliance Zero, tendo como um dos investigados o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A ação visa aprofundar apurações sobre um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, com a PF apontando que o parlamentar receberia uma mesada de R$ 300 mil do banqueiro Daniel Vorcaro.
Autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), as diligências incluem o cumprimento de um mandado de prisão temporária e dez de buscas e apreensão. As ações estão sendo realizadas nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal.
A operação de hoje objetiva aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A decisão judicial também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores dos investigados, totalizando R$ 18,85 milhões.
Operação Compliance Zero: desdobramentos anteriores
A Operação Compliance Zero tem investigado um complexo esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa que envolve figuras do setor financeiro e político.
Na 4ª fase, ocorrida em 16 de abril deste ano, foram realizadas prisões preventivas de figuras-chave ligadas ao esquema. Entre os detidos estavam o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master e supostamente envolvido no pagamento da mesada, já estava detido desde o início de março, reforçando a gravidade das acusações.
Amplo alcance das investigações
As quatro primeiras fases da Compliance Zero demonstraram a amplitude das investigações da PF, com um vasto escopo de ações e impactos significativos:
- Foram cumpridos 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas: Bahia (BA), Distrito Federal (DF), Minas Gerais (MG), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Sul (RS) e São Paulo (SP).
- A Justiça determinou o sequestro ou bloqueio de bens patrimoniais dos suspeitos, alcançando o limite de R$ 27,7 bilhões.
- Houve também o afastamento de investigados de eventuais cargos públicos.
A Polícia Federal e o Ministério Público (MP) seguem colaborando para desvendar todos os detalhes e ramificações do esquema investigado.
FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
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